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Orçamento brasileiro para 2022 será de R$ 4,823 trilhões

29/12/2021

Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

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No último dia 21 de dezembro, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2022. O projeto de lei define quais serão os gastos da União no próximo ano. Apesar de totalizar R$ 4,823 trilhões, a peça apresenta o menor valor de investimentos da história brasileira, apenas R$ 44 bilhões.

O texto final, que vai para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, foi aprovado por 358 a 97 na Câmara dos Deputados. Já no Senado, foram 51 votos a favor e 20 contrários.

A maior fatia do bolo vai para o pagamento da dívida pública: R$ 1,9 trilhão, ou seja, quase 40% do total. Entre as outras maiores polêmicas dos valores também estão as chamadas emendas do relator, que vão consumir R$ 16,5 bilhões dos recursos públicos federais no ano que vem, e o fundo eleitoral que vai receber um pouco mais de R$ 4,9 bilhões para turbinar as campanhas dos políticos em 2022. Cerca de R$ 1,7 bilhão foi reservado para os reajustes salarias dos policiais federais, única categoria beneficiada com aumento no último ano do governo Bolsonaro.

Já para a área da Saúde, os brasileiros vão poder contar com mais de R$ 147 bilhões. Na Educação devem chegar mais de R$ 113 bilhões. Ao todo, o programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, terá R$ 89 bilhões e outros R$ 1,9 bilhão serão revertidos para o vale-gás no ano que vem. A expectativa é que 17,9 milhões de famílias sejam atendidas.

Outra das maiores despesas previstas para 2022 é a realização do censo demográfico do IBGE, com previsão de R$ 2,29 bilhões. Para o pagamento dos precatórios do governo federal foi fixado o limite de R$ 45,6 bilhões. O investimento em ciência e tecnologia, que não poderá sofrer contingenciamento, será de R$ 13 bilhões.
Especialistas lembram que todos esses valores estão sujeitos a previsão inicial de crescimento de 2,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro para 2022, mas análises mais realistas já apontam que em 2022 o índice deve gerar em torno de apenas 0,5%. Caso essa previsão se concretize, os cortes devem começar pelas áreas sociais.

O salário mínimo foi fixado em R$ 1.212, sem aumento real acima da inflação. Se dependesse da proposta original do presidente Bolsonaro, o valor seria ainda menor, de apenas R$ 1.169.

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