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Grandes fortunas podem ser taxadas pela primeira vez na história dos EUA

01/04/2022

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Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, a Casa Branca anunciou um novo “imposto para bilionários” como parte de sua proposta orçamentária de US$ 5,8 trilhões. A decisão foi anunciada na segunda-feira, 28.

A medida visa compensar o aumento de gastos em áreas como as de defesa e de assistência social sem elevar os impostos para os americanos comuns. De acordo com documento que descreve o novo imposto, os bilionários pagam apenas 8% de sua renda total em impostos, enquanto um bombeiro ou professor paga o dobro disso.

O imposto atingirá todas as famílias americanas com patrimônio superior a US$ 100 milhões com um novo imposto mínimo de 20% sobre toda a sua renda, inclusive investimentos não realizados. Estima-se que apenas 0,01% das famílias americanas serão afetadas pelo tributo. Os bilionários representarão mais da metade dos atingidos.

Atualmente, muitos ricos dos EUA conseguem pagar alíquotas de impostos mais baixas do que os americanos médios, por conta do valor dos seus investimentos não ser tributado até que eles sejam vendidos. Além disso, esse grupo pode dar seus investimentos como garantia para tomar empréstimos, muitas vezes a taxas de juro relativamente baixas, e com isso evitar o imposto sobre ganhos de capital.

A Casa Branca estima que o imposto arrecadaria cerca de US$ 360 bilhões ao longo da próxima década.

Aprovação no Congresso

A proposta do presidente dos EUA, Joe Biden, provavelmente terá dificuldade em ser aprovada pelo Congresso. Os democratas no Senado já apresentaram versões semelhantes ao projeto de lei em outubro de 2021, mas não conseguiram aprová-las, por conta da reação negativa de alguns senadores.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a taxação de grandes fortunas já deveria ter sido implementada no Brasil. Afinal, inúmeros estudos apontam que tanto a classe média, quanto os mais pobres, proporcionalmente, pagam mais impostos que os mais ricos. Infelizmente, medidas como essa jamais serão discutidas em um governo como o de Bolsonaro.

 

 

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