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Fenaban afirma que vacinação da categoria não tem mais previsão de início

28/05/2021

Crédito: Freepik/alterado

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Durante reunião realizada ontem (27) com o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) afirmou que a vacinação da categoria não tem mais previsão de início.

Em fevereiro, a Federação havia informado ao Sindicato que os bancários não seriam vacinados até julho deste ano, mas que a imunização poderia ocorrer no mês seguinte. No entanto, a expectativa foi eliminada após a constatação de que nos próximos dois meses (junho e julho) o Brasil receberá 8 milhões de doses a menos do que o esperado, por conta da falta de insumos para a produção das vacinas.

De acordo com a Fenaban, os bancos estudaram a possibilidade de adquirir vacinas contra a Covid-19 com farmacêuticas, mas não houve avanço, já que os laboratórios nacionais e internacionais não vendem a quantidade necessária para imunizar toda a categoria. Vale lembrar que tanto o Instituto Butantan como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que são brasileiros, estão atrasados na entrega de imunizantes ao governo federal por conta de falta de insumos.

Máscara e testagem

Sobre a compra de máscaras do tipo PFF2(S) – modelo mais eficiente contra a Covid-19 e novas cepas – para distribuição aos bancários, a Fenaban afirmou que para atender todos os trabalhadores seria necessária a aquisição de mais de 1 milhão de exemplares, ação que contribuiria para o desabastecimento do produto no mercado nacional.

O Sindicato, que já comprou 4 mil máscaras para os bancários e terceirizados de Bauru e região, pontuou que sem esse tipo de proteção, os trabalhadores estarão mais expostos ao risco de contágio nas agências e que o impasse do desabastecimento nacional poderia ser resolvido com a importação do equipamento.

Na reunião, a Fenaban também afirmou que os bancos testam 5 vezes mais do que a média do Brasil, mas o Sindicato abriu o questionamento sobre esses dados, já que não há um programa de testagem em massa ativo em todo o país, ou seja, a medida das instituições e dos governos ainda são mínimas.

A fim de mapear o número de infectados e mortes por Covid-19 na categoria, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) está realizando uma pesquisa, que será entregue em 14 dias ao movimento sindical.

Ar-condicionado

Finalizando a reunião, o Sindicato voltou a cobrar a padronização dos protocolos de segurança e higiene, pois cada banco age de uma forma diferente diante dos casos de coronavírus nos locais de trabalho, aumentando a insegurança e a possibilidade de disseminação entre os trabalhadores e clientes.

Além disso, a entidade ressaltou a importância de cuidados com a limpeza não apenas nos ambientes e superfícies, mas também nos aparelhos de ar-condicionado. Apesar de não existirem estudos científicos que atestem a transmissão da Covid-19 através dos aparelhos, o tempo de permanência do coronavírus no ar em locais fechados pode ser de até 3 horas, por isso a necessidade da higienização durante várias vezes no ano.

A respeito do pedido, a Fenaban se comprometeu a pesquisar a frequência da limpeza dos aparelhos nas agências bancárias. A reivindicação da entidade será respondida na próxima reunião, que provavelmente ocorrerá em 25 de junho.

Independente da vacinação da categoria não ter mais previsão de início nacionalmente, o Sindicato ressalta aos bancários que continuará na luta pela inclusão dos trabalhadores no grupo de prioritários a ser vacinado no Plano Estadual de Imunização. Na segunda-feira (24), a entidade solicitou, pela terceira vez, a medida ao governador João Doria.

Infelizmente, os bancários, assim como milhares de brasileiros, estão “pagando o pato” pela negligência do governo Bolsonaro em desprezar a compra de vacinas da Pfizer e Coronavac. Revoltante!

 

 

 

 

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