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Estudo diz que Covid reduziu expectativa de vida dos brasileiros em até 3 anos

01/07/2021

Ilustração: Carvall

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Um estudo publicado nessa terça-feira (29) na Nature Medicine afirma que as mortes por Covid-19 até abril de 2021 reduziram a expectativa de vida dos brasileiros ao nascer em 1,3 ano — em alguns estados, a redução ultrapassa os 3 anos. O estudo é assinado por Marcia Castro, Susie Gurzend, Cassio Turra, Sun Kim, Theresa Andrasfay e Noreen Goldman.

Com base no número total de mortes no Brasil em 2019 e 2020, o estudo construiu tabelas para cada período e calculou a diferença na expectativa entre elas, considerando-se o sexo da vítima e o estado onde ela morreu.

A queda na expectativa de vida foi maior para o sexo masculino (1,57 ano) do que para o feminino (0,95 anos). Entre os estados, a maior queda absoluta e relativa foi no Amazonas (3,46 anos), seguido por Amapá (3,18 anos) e Pará (2,71 anos).

O estudo lembra que “os estados do Norte e Nordeste apresentam os piores indicadores de desigualdade de renda, pobreza, acesso à infraestrutura e disponibilidade de médicos e leitos hospitalares”, mas destaca que no Nordeste “as reduções estimadas na expectativa de vida em 2020 são menores do que no Norte” — isso porque “os governadores daquela região impuseram as mais rigorosas medidas de distanciamento físico, em oposição direta às recomendações do presidente”.

Diz ainda o estudo: “O número de mortos pela Covid-19 no Brasil foi catastrófico. Os ganhos estaduais em longevidade alcançados ao longo de anos ou mesmo décadas foram revertidos pela pandemia. A falta de uma resposta coordenada, rápida e equitativa informada pela ciência, bem como a promoção da desinformação, têm sido a marca do atual governo.”

Os pesquisadores lembram também que a Covid-19 fez com que o Brasil passasse a declinar a atenção para outras doenças, o que também pode aumentar a mortalidade nos próximos anos:

“Isso comprometeu o rastreamento do câncer, com redução de cerca de 35% em novos diagnósticos. A vacinação infantil foi reduzida, principalmente entre crianças pobres na região Norte. A interrupção do tratamento e diagnóstico da tuberculose e HIV pode aumentar a mortalidade nos próximos cinco anos. As condições gerais de saúde dos indivíduos com diabetes pioraram em 2020 devido à redução da atividade física, adiamento das consultas médicas e interrupção do tratamento medicamentoso regular”.

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