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Todos de preto contra o desmonte do BB

Banco tirou comissão de mais de cem funcionários Brasil afora, sendo um do Escritório Digital de Bauru

09/03/2020

Bancos: Banco do Brasil

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Na manhã do dia 28, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região passou por diversas agências do Banco do Brasil para falar com os funcionários sobre o desmonte da instituição. Os diretores do Sindicato também distribuíram panfletos e utilizaram o carro de som para denunciar à população o que está acontecendo no BB.

Além disso, os funcionários participaram do protesto vestindo roupas pretas para demonstrar sua insatisfação com os rumos do banco (veja aqui fotos do protesto)

De acordo com as demonstrações financeiras do BB, no ano passado foram fechadas 409 agências, bem como 3.699 postos de trabalho (2.364 funcionários aderiram ao programa de demissão voluntária).

Além disso, o banco voltou a promover descomissionamentos em massa. A regional Bauru/Marília retirou a comissão de três trabalhadores na segunda quinzena do mês passado, mas em todo o Brasil os descomissionamentos já ultrapassam uma centena.

No início de fevereiro, o banco lançou o “Performa: Desempenho e Reconhecimento”, um programa de metas e remuneração variável cujo primeiro efeito foi reduzir o valor da comissão da maioria dos cargos.

O programa trouxe um prejuízo duplo ao funcionalismo, pois, além de diminuir a comissão dos novos nomeados – eles receberão menos que os atuais comissionados –, também afetou negativamente o valor da PLR e de outras verbas variáveis dos que já recebem comissão.

Agora, a preocupação do Sindicato é que o BB promova uma espécie de rodízio, retirando o cargo dos atuais comissionados para, então, promover outros funcionários pagando comissões de valor mais baixo. E tudo isso só está acontecendo porque o banco quer “reduzir custos”. Absurdo!

O BB teve o maior lucro de sua história em 2019, de R$ 17,8 bilhões, 32,1% maior que o lucro de 2018, e, por isso, não tem necessidade de fazer uma economia que só prejudica os funcionários e a população para beneficiar investidores.

O Sindicato já prepara ação para tentar inviabilizar o Performa. “Se os descomissionamentos continuarem, haverá paralisações”, avisa Paulo Tonon, diretor do Sindicato e funcionário do BB.

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