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Sindicato protesta contra exploração e adoecimento no Santander da Praça Portugal, em Bauru

25/07/2022

Bancos: Santander

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O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região realizou na última sexta-feira, dia 22, um protesto na agência do Santander da Praça Portugal, em Bauru, contra a ampliação do horário de funcionamento das unidades do banco e as práticas abusivas do banco que têm levado ao adoecimento dos trabalhadores.

A manifestação contou com a performance do artista Bruno Guilherme retratando o adoecimento dos trabalhadores em razão das metas abusivas e assédio.

Burlando a jornada de trabalho

Desde o dia 18, todas as agências do banco no país estão funcionando das 9h às 17h. A decisão foi tomada unilateralmente, sem negociação com o movimento sindical. O Sindicato irá tentar adicionar cláusulas na Convenção Coletiva da categoria com um regramento para horário de funcionamento dos bancos. A categoria está em campanha salarial.

Na pandemia, o Santander usou a desculpa do atendimento preferencial para seguir com as suas agências abertas das 9h às 10h, mesmo quando as medidas de restrição de horários e público chegarem ao fim e o número de contaminações e mortes passou a diminuir.

O movimento sindical cobrou que o horário das agências voltasse ao habitual: das 10h às 16h, ou das 10h às 15h nos municípios que assim determinaram, conforme legislação local. Contudo, o banco seguiu com o horário estendido, explorando os funcionários.

Além disso, em janeiro, o Santander convocou os funcionários de todo o país a trabalharem no sábado, sob o pretexto de ajudar os clientes endividados. A atitude contraria a Lei 7.430 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que veda o trabalho da categoria aos sábados. Na época, o Sindicato conquistou na Justiça a proibição do trabalho no sábado em questão, contudo, o banco conseguiu derrubar a decisão.

Já em março, o Santander resolveu ampliar em duas horas o funcionamento das agências de todo o país, durante uma semana, para realizar ações de renegociação de dívidas. Para protestar contra essa alteração e pressionar o banco, o Sindicato realizou uma manifestação em frente a agência 004, localizada na Rio Branco, área central de Bauru.

Adoecimento

O Santander foi condenado a pagar R$ 275,4 milhões por danos morais coletivos aos seus funcionários em razão de metas abusivas, adoecimentos mentais e práticas de assédio moral. A decisão se aplica em todas as agências e empregados do banco.
Tomada pela maioria da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, a decisão é resultado de duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Trabalho contra o banco, que haviam sido julgadas parcialmente procedentes pelo juiz Gustavo Chehab, da 3ª Vara do Trabalho de Brasília.

Segundo a sentença, o Santander está entre as empresas que mais geram adoecimentos mentais no Brasil. De 6.763 bancários afastados, entre 2012 e 2016, por doença e que recebem auxílio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 26,38% são ou foram empregados do banco, totalizando 1.784 trabalhadores.

De acordo com dados apurados pelo Ministério Público do Trabalho em apenas uma das agências do Santander, 43% dos empregados declararam já “ter pensado em dar fim à sua vida”. Outros 43% dos colaboradores sente-se inútil em sua vida, 86% têm dificuldade de pensar claramente e de tomar decisões, 100% sentem-se triste, 86% dormem mal, 100% sentem-se nervosos, tensos e preocupados, 86% assustam-se com facilidade e 43% têm tremores nas mãos.

Confira todas as fotos do protesto, clique aqui.

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