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Sindicato dos Bancários e Financiários
de Bauru e Região

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Sindicato denuncia Banco do Brasil e Caixa em jornal

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No dia 30, o Jornal da Cidade publicou um informe do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região denunciando o Banco do Brasil, que ao convocar para o retorno ao trabalho presencial os funcionários que coabitam com pessoas do grupo de risco da covid-19, expôs os bancários e seus familiares ao risco de contágio por coronavírus.

Já no dia 2, foi publicado um informe denunciando a Caixa Econômica Federal, que tem praticado assédio moral contra os seus gerentes durante a pandemia. O banco está obrigando seus gerentes gerais a trabalharem gratuitamente aos sábados e os ameaçando de transferência em caso de não cumprimento de metas. Um absurdo!

O Sindicato adotou a postura de denunciar essas atitudes irresponsáveis e desrespeitosas do BB e da Caixa no principal jornal de Bauru e região porque não conseguiu solucionar negocialmente esses casos. Os textos podem ser lidos na íntegra a seguir:

CAIXA PROMOVE ASSÉDIO MORAL CONTRA SEUS GERENTES DURANTE A PANDEMIA

Não há mesmo limites para o cinismo e a crueldade. Enquanto o Brasil atravessa a pior fase da pandemia, com média diária de mais de mil mortes, a direção da Caixa decide penalizar de vez seus empregados.

Em um país assolado por mais de noventa mil mortos e milhões de desempregados, a Caixa Econômica Federal figura como o natural instrumento de socorro às pessoas mais atingidas por essa catástrofe. Nessa conjuntura tenebrosa, os empregados da Caixa enfrentam a árdua tarefa de ser o apoio a quem mais precisa de ajuda nesse momento: os vulneráveis.

O dia a dia nas agências está exigindo um esforço sobre-humano dos funcionários do banco, seja orientando e atendendo multidões famintas e desesperadas, seja para dar conta das filas intermináveis Brasil afora.

Entretanto, expostos a um enorme risco de contágio, muitos bancários adoecem e alguns, infelizmente, morrem em decorrência da Covid-19. A maioria dos bancários mortos durante essa pandemia são bancários da Caixa que estavam na linha de frente de atendimento. E, como se já não bastasse tudo isso, a Caixa decide ultrapassar todos os limites da exploração, passando a cobrar diariamente de seus gerentes um absurdo atingimento de metas de vendas de produtos, algo totalmente inadequado e impraticável nesse momento de horror.

Para forçar os gerentes gerais a venderem produtos, a Caixa, na figura de seus regionais, também tem passado a ameaçá-los com a possibilidade de transferência de agência e de consequente mudança de cidade, bem no meio da pandemia, compelindo-os a escolherem até o final de julho cinco agências para onde poderiam, em tese, ser deslocados.

Além disso, até trabalho gratuito aos sábados os gerentes gerais estão sendo forçados a realizar para tentar driblar futuras e injustas punições.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, essas atitudes são incompreensíveis e, sobretudo, inaceitáveis! A entidade repudia veementemente tais atos e informa que já prepara o ajuizamento de ações trabalhistas nos próximos dias e, se necessário, irá ao Ministério Público do Trabalho denunciar quem pratica tamanho assédio. BASTA!

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BANCO DO BRASIL EXPÕE BANCÁRIOS E FAMILIARES AO RISCO DE CONTÁGIO POR COVID-19

Na última semana, em decisão unilateral, o Banco do Brasil, exigiu o imediato retorno ao trabalho de todos os funcionários que coabitam com familiares ou pessoas do chamado grupo de risco (mães e pais idosos, maridos, esposas e filhos com doenças preexistentes). Esses bancários estavam em casa, em sistema de home office, de comum acordo com o banco desde o início da pandemia e foram afastados com a promessa por escrito de não retornar presencialmente ao trabalho “até perdurar o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”.

Chama a atenção do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, primeiramente, a maneira covarde como ocorreu a convocação de retorno ao trabalho presencial. Os gerentes gerais foram obrigados a telefonarem para os funcionários exigindo a imediata volta ao trabalho. É importante ressaltar que não houve nenhum tipo de convocação formal, por escrito, somente por ligação.

Além disso, o retorno ocorre em um dos momentos mais críticos da pandemia: quando as cidades da região de Bauru e Marília, se encontram na fase laranja do Plano São Paulo do governo do Estado e quando a média dos últimos catorze dias de mortes em nível nacional ultrapassam a 1.060 diariamente. Segundo estimativas, esse número será ainda mais alto.

Por fim, as agências do Banco do Brasil em todas as 49 cidades representadas pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, continuam sem amplo atendimento à população, inclusive com parte delas de portas fechadas por decretos municipais, realizando apenas serviços emergenciais, justamente porque estudos mostram que bancos são áreas de grande risco de contaminação (a Prefeitura de Bauru, por exemplo, orienta inclusive as agências colocarem cartazes sobre isso para informar a população do maior risco de contágio ao frequentar o banco nesse momento). Assim sendo, ficam as perguntas: Qual a necessidade de expor os bancários e seus familiares à pandemia? Qual a intenção do banco e de seus regionais com esta volta presencial ao trabalho?

O Banco do Brasil, mesmo diante desse cenário pandêmico, não parou um único momento de cobrar metas, inclusive avaliando os funcionários por venda de produto para posterior perda de função no começo de 2021. Com estas metas, sobrecarregou os funcionários que ficaram nas agências, mesmo com estas funcionando parcialmente. Socialmente, ignorou as perdas de empregos, o fechamento de empresas e se comportou como se fosse um banco privado até junho, quando só então soltou ainda de forma tímida o PRONAMPE.

Na verdade, não há surpresa nessa postura do Banco do Brasil, já que o governo Bolsonaro pouco ou nada fez para combater a pandemia e amparar os familiares dos mais de 87 mil mortos.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região defende o Banco do Brasil como empresa pública, com responsabilidade social para com seus funcionários (respeitando o que foi combinado por escrito com eles) e clientes (servindo de banco de fomento para momentos de crise como o que vivemos). Não aceitaremos a negligência da atual direção do BB e tampouco o assédio de regionais mesquinhos. Já denunciamos a prática do banco e dos regionais para o MPT (Ministério Público do Trabalho) e ajuizamos ação trabalhista que permita aos funcionários que coabitam com grupo de risco, a manutenção do direito acordado com o banco inicialmente.

CHEGA DE RETROCESSOS E DESRESPEITO COM OS TRABALHADORES!

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