O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região criou um canal exclusivo para receber denúncias e documentos relacionados a possíveis irregularidades no Saúde Caixa. A iniciativa busca reunir informações sobre cobranças indevidas e outras situações que precisam ser esclarecidas pelos responsáveis pelo plano.
A entidade pretende fazer um levantamento amplo e documentado para apresentar à Caixa Econômica Federal e cobrar uma auditoria no Saúde Caixa. Caso não sejam adotadas as medidas necessárias para esclarecer os problemas, o Sindicato avalia também encaminhar o material à Justiça.
Participantes do plano que tenham identificado cobranças que considerem indevidas podem colaborar enviando documentos, prints, guias médicas, faturas e relatos para o e-mail: auditoriaja@seebbauru.org.br
Cobranças precisam ser esclarecidas
A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o dissídio coletivo da Caixa, no que diz respeito ao Saúde Caixa, afastou parte das mudanças propostas pelo banco que poderiam alterar de forma significativa as condições do plano para seus participantes.
Ainda assim, permanecem questões que precisam ser esclarecidas, especialmente aquelas relacionadas a possíveis cobranças indevidas. O Sindicato já recebeu reclamações de empregados que relatam ter sido cobrados por materiais em quantidades superiores às que teriam sido efetivamente utilizadas durante atendimentos médicos.
Durante a greve, Fred Santos, bancário da Caixa e diretor do Sindicato, concedeu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo e relatou situações desse tipo: “A gente já ouviu vários relatos de pessoal que foi lá, tomar uma injeção no pronto-socorro, e na hora que vem a cobrança, vem uma caixa de agulha, uma caixa de luva, uma caixa de seringa. Eu usei uma, quer dizer que toda vez que eu vou lá o hospital tem que abrir uma caixa pra me dar uma injeção?”, questionou.
A reportagem também entrevistou uma bancária que realizou uma tomografia. O exame tinha valor de R$ 705,42. No entanto, segundo a guia do serviço médico, a fatura apresentada incluía ainda R$ 1.913,75 em materiais e R$ 877,45 em medicamentos. Com isso, o valor total cobrado chegou a R$ 3.496,62.
Quanto mais documentos e relatos forem reunidos, maior será o conjunto de informações disponível para cobrar explicações e transparência sobre as despesas do plano. Participe!


