O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a afirmar, durante debate realizado pela Band na noite de domingo (18), que pretende transformar a Caixa Econômica Federal no “Itaú das favelas” ou no “Bradesco da periferia”.
Segundo o senador, a proposta prevê a criação de um “Ministério da Prosperidade”, com o objetivo de estimular o empreendedorismo entre moradores de comunidades de baixa renda. Flávio justifica a escolha da Caixa como instrumento dessa iniciativa alegando que o banco público não consegue atender adequadamente parte da população mais pobre do país.
Ao defender a proposta, entretanto, o candidato classificou a medida como o “maior programa de mobilidade urbana da história do Brasil”. Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a declaração demonstra que Flávio Bolsonaro não tem qualquer noção sobre o que está propondo e se enrola ao tentar explicar suas propostas eleitoreiras, se é que existe alguma concreta, consistente e robusta. Afinal, o candidato falava sobre empreendedorismo e ampliação das oportunidades econômicas nas periferias, mas, sem apresentar uma explicação coerente, passou a classificar a iniciativa como um programa de mobilidade urbana. Vergonhoso!
Além disso, ao defender a transformação da Caixa em uma espécie de Itaú ou Bradesco, Flávio Bolsonaro explicita seu desprezo pelo papel estratégico de um banco público comprometido com a execução de políticas públicas e com a promoção do desenvolvimento social e econômico do país. Por trás desse discurso, fica evidente o propósito de abrir caminho para a privatização e o desmonte do papel social da Caixa.
Mais grave ainda é o preconceito que se revela em expressões como “Itaú das favelas” ou “Bradesco da periferia”, como se a Caixa fosse um banco destinado exclusivamente à população de baixa renda e não desempenhasse funções essenciais para toda a sociedade brasileira. Essa visão limitada e estigmatizante, que reduz a importância de uma instituição financeira de alcance nacional e trata as periferias como se fossem um universo à parte, é típica do bolsonarismo.
Diante disso, o Sindicato reafirma sua posição contrária à candidatura de Flávio Bolsonaro. Não há plano de governo, há plano de destruição.

