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Investigação sobre o ‘laranjal do PSL’ avança com nova operação da PF

21/10/2019

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No último dia 15, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em vários endereços em Pernambuco ligados ao deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, o partido de Jair Bolsonaro. A operação policial faz parte das investigações sobre o esquema de candidaturas de laranjas nas eleições de 2018.

O “laranjal do PSL”, como ficou conhecido o esquema, foi revelado pela Folha de S.Paulo em uma série de reportagens que vêm sendo publicadas desde o começo do ano. A PF abriu investigações após as primeiras reportagens do jornal.

Em fevereiro, o jornal mostrou que o grupo de Bivar criou uma candidata de fachada em Pernambuco que recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição de 2018. Maria de Lourdes Paixão, 68, que oficialmente concorreu a deputada federal e teve apenas 274 votos, foi a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o país, mais do que o próprio presidente Jair Bolsonaro e a deputada Joice Hasselmann (SP), essa com 1,079 milhão de votos.

À época, a Folha visitou os endereços informados pela gráfica na nota fiscal e na Receita Federal e não encontrou sinais de que ela tenha funcionado nesses locais durante a eleição.

Em outra reportagem, o jornal também revelou que o partido liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de Érika Santos, uma assessora da legenda, que repassou parte do dinheiro para a mesma gráfica.

Ela declarou ter utilizado o restante dos recursos em uma outra empresa, uma gráfica de pequeno porte, a Vidal, de um membro do diretório estadual do PSL. Durante a eleição, Érika assessorava Gustavo Bebianno, presidente interino da legenda, que virou ministro de Bolsonaro. Ele foi demitido em meio à repercussão do caso.

Segundo outra reportagem da Folha publicada no início deste mês, um depoimento e uma planilha obtidos pela Polícia Federal sugerem que recursos de esquema de candidaturas laranjas do PSL foram desviados para abastecer, por meio de caixa dois, a campanha do presidente e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio – indiciado pela PF e denunciado pelo Ministério Público por três crimes no esquema dos laranjas.

Para o Sindicato, o que o PSL fez, se comprovado, é crime.

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