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Fenaban se compromete em avaliar reivindicações para combate ao assédio sexual nos bancos

15/07/2022

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Durante a terceira rodada de negociação da Campanha Nacional 2022, os representantes dos bancários reivindicaram punição mais rigorosa para quem cometer assédio sexual no ambiente de trabalho.

Sem oferecer nenhuma garantia de implementação de ações de combate a este tipo de crime, recorrente no setor bancário, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) declarou apenas que deve estudar as demandas e dar uma resposta sobre o problema no decorrer das próximas rodadas de negociação.

Na pauta de reivindicações da categoria bancária sobre este tema, ainda constam a necessidade de realização de campanhas de prevenção e combate ao assédio sexual nos bancos, estabilidade no emprego para as vítimas deste crime, apuração das denúncias em conjunto com os sindicatos e emissão de CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho), entre outras ações.

Pesquisa

Os pedidos foram embasados com dados de uma recente pesquisa, onde quase metade das 414 mulheres ouvidas declararam que já foram vítimas de assédio sexual no trabalho. A maioria delas é negra (52%). De total, apenas 5% delas recorreram ao RH da empresa.

Cerca de 78% das entrevistas afirmaram também que não deram andamento às denúncias por terem a certeza de que nada iria acontecer com o assediador. 64% delas ainda disseram que não procuraram a justiça, porque as pessoas com as quais conversaram diminuíram a gravidade do que ocorreu e 60% tinha a crença que ninguém iria acreditar no que elas contariam. A mesma porcentagem não denunciou o agressor por medo de ser demitida em seguida.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, quem acoberta crimes de qualquer natureza também deve ser punido pela Justiça. Chega de normalizar o assédio sexual nos bancos! Para acabar com a impunidade é preciso combater qualquer tipo de brincadeira de conotação sexual e aumentar o número de mulheres nos cargos de chefia e direção executiva dos bancos.

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