Em reunião realizada no dia 8 de abril, o movimento sindical voltou a cobrar do Itaú o fim das convocações irregulares para exames médicos, como o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) e a Avaliação de Capacidade Laboral (ACL).
Apesar de já ter se comprometido a suspender esse tipo de prática, o banco continua convocando trabalhadores, sobretudo aqueles afastados pelo INSS ou que aguardam perícia para prorrogação do benefício.
Relatos apontam que, mesmo após comunicarem formalmente suas condições de saúde por meio de sistemas internos, como o IU Conecta, os empregados seguem sendo convocados automaticamente, sem análise individual dos casos. Há ainda situações em que bancários são chamados para novos exames pouco tempo após avaliações recentes ou antes mesmo do retorno da perícia do INSS.
Ameaças, advertências e repetição de exames
Também há registros de ameaças veladas e aplicação de advertências a trabalhadores que não comparecem aos exames, mesmo quando estão legalmente afastados ou impossibilitados de se deslocar.
Outra prática absurda é a repetição desnecessária de exames. Em diversos casos, bancários são convocados para novas avaliações em curto intervalo de tempo, sem justificativa plausível ou antes da conclusão de processos periciais.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região já havia denunciado essas práticas em junho do ano passado. Na época, surgiram relatos de que o Itaú usava exames médicos como forma de pressão, com perguntas invasivas até sobre a vida pessoal, como o uso de redes sociais. A imposição de avaliação ortopédica online aos trabalhadores com LER/DORT, quando o atendimento presencial seria mais adequado, também foi denunciada.
Para a entidade, ao submeter trabalhadores adoecidos a esse tipo de abordagem e desconsiderar diagnósticos já existentes, o banco deixa claro que sua prioridade não é a saúde, mas sim contestar afastamentos e pressionar os trabalhadores a não adoecer. Essa conduta agrava o sofrimento de pessoas já fragilizadas, justamente no momento em que deveriam ter seu direito ao afastamento respeitado, a fim de cuidar da própria saúde com dignidade, sem qualquer tipo de pressão ou constrangimento.
O Sindicato reitera que o Departamento Jurídico está à disposição para orientar e atender todos trabalhadores que se sentirem prejudicados ou constrangidos pelas convocações e procedimentos adotados pelo banco, através do telefone: (14) 99867-8667.

