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Em silêncio, reestruturação na Caixa continua

23/02/2021

Bancos: Caixa Econômica Federal

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A Caixa Econômica Federal está passando por uma reestruturação velada. Apesar da direção do banco negar que esteja mudando as coisas, o movimento sindical tem recebido denúncias de áreas que estão sendo extintas ou realocadas para centralizadoras. Os empregados estão apreensivos.

Numa audiência realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no último dia 8, representantes dos trabalhadores destacaram a falta de comunicados oficiais por parte da Caixa e afirmaram que os bancários estão sofrendo perseguição por conta das mudanças. O MPT deu 30 dias para o banco apresentar as informações solicitadas.

Enquanto aguarda as informações, a comissão de empregados que negocia com a Caixa reuniu-se no dia 12 para discutir os próximos passos na luta contra o desrespeito do banco. De acordo com a Contraf, ela está “desenvolvendo um calendário de lutas fortalecendo a Campanha de Valorização dos empregados, contra a reestruturação, metas desumanas, o assédio e as medidas abusivas do presidente da Caixa, Pedro Guimarães”.

É urgente lutar contra o assédio. Os trabalhadores estão adoecendo por causa das metas desumanas, que foram infladas mesmo durante a pandemia. A Contraf conta que “diversos ofícios já foram enviados cobrando a direção do banco, mas sem respostas”, e lembra que tratou do assunto na Campanha Nacional 2020, pedindo que a Caixa deixasse de cobrar as metas enquanto perdurar a pandemia. Claramente, não é o que está acontecendo.

Saúde Caixa

Diante do adoecimento cada vez maior dos empregados, o Saúde Caixa também foi discutido na reunião do dia 12, já que, segundo as resoluções CGPAR nº 22 e nº 23, as empresas estatais têm até janeiro de 2022 para se adequar às novas regras de custeio dos seus planos de saúde.

Desde 2004, a Caixa paga 70% das despesas assistenciais do Saúde Caixa, e os usuários pagam os outros 30%. No entanto, as resoluções da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), e também uma alteração no estatuto da Caixa, preveem que a participação do banco nessas despesas não ultrapasse o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento.

Acordo de home office

Outra cobrança do movimento sindical é por um acordo de home office que seja extensível aos empregados que estão em projeto remoto simplificado, aplicado durante a pandemia. As reivindicações incluem o pagamento de uma ajuda de custo para gastos de energia e internet, por exemplo, e também o fornecimento de mobiliário e infraestrutura para os bancários em regime de teletrabalho.

Além disso, esses empregados estão sem marcar o horário do expediente, o que tem comprometido o controle da jornada e causado sobrecarga de trabalho. Há, inclusive, denúncias sobre chefias dizendo que o home office seria um benefício a ser pago pelo empregado com horas de trabalho a mais e disponibilidade fora da jornada de trabalho. Absurdo!

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