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Em reunião com Sindicato, Fenaban não apresenta soluções para avanço da Ômicron

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Com o aumento do número de casos de Covid-19 no início do ano, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região participou de reunião virtual com a Fenaban (Federação Brasileira dos Bancos) nesta segunda-feira (24). Na pauta estava a segurança dos trabalhadores diante do atual cenário e a cobrança pela adoção de um protocolo unificado comum a todos os bancos após a detecção de centenas de casos positivos nas agências, entre outros assuntos.

Tanto o Sindicato, quanto a Fenanban, concluíram que a explosão de casos é resultado direto da falta de intervenção do estado em relação a nova variante Ômicron, que é altamente mais transmissível que o novo coronavírus.

A Fenaban citou como exemplo que, dos 5.500 municípios brasileiros que possuem agências bancárias, apenas um (Montes Claros/MG) adotou restrição legal de entrada de clientes nos bancos.

Eles também alegaram que, apesar do crescimento do número de casos positivos no Brasil, nenhum outro setor está tendo que restringir sua atuação e que nem mais os especialistas recomendam o lockdown. Outro argumento foi que, atualmente, estão sendo fechadas três vezes mais agências que em 2021, cerca de 800 a 900 por dia.

Sobre a adoção de passaporte vacinal para controle a entrada de clientes nos bancos, a Fenaban justificou que foi feito um estudo, mas não existe segurança jurídica para impedir o acesso de pessoas não vacinadas nas agências.

A respeito de demissão de bancários que não estão vacinados, a Fenaban argumentou que 97% da categoria recebeu pelo menos uma dose da vacina e que, por enquanto, a orientação é que os que não estão vacinados continuem trabalhando por meio de home office.

Sobre a necessidade de testagem e afastamento, o órgão alegou também que em poucos dias faltará testes até para os internados em hospitais. Sobre a demora dos atendimentos por meio da telemedicina, a Fanaban alega que, por conta da alta demanda, que dobra a cada 32 horas, está faltando profissionais para serem contratados para atender a demanda.

Chamou a atenção negativamente, o fato de alguns médicos não estarem afastando do trabalho bancários assintomáticos, ou com sintomas leves. Isso resulta no bancário adoecido ter que continuar a trabalhar em home office. Um absurdo!

Em relação a volta do horário reduzido, os bancos alegam que o horário ampliado diminui a concentração de clientes nas agências.

A Fenaban se comprometeu ainda a dar respostas sobre a questão da abertura do Santander aos sábados, após verificar com o banco como serão feitos os pagamentos dos bancários que trabalharem nos finais de semana.

Participaram da reunião os diretores Paulo Tonon, Alexandre Morales e Maria Emília Bertoli, além de representante dos Sindicatos do Rio Grande do Norte e Maranhão. Na próxima semana está previsto um novo encontro para tratar especificamente das demissões que estão ocorrendo na categoria.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a reunião só serviu para a Fenaban tentar se justificar do fato que, na prática, os protocolos pioraram. Esperamos que no próximo encontro a entidade apresente propostas concretas sobre a questão da volta de um protocolo único e menor exposição da categoria bancária ao vírus.

 

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