SEEB Bauru

Sindicato dos Bancários e Financiários
de Bauru e Região

CSP

Notícias

Demissões no Santander avançam nacionalmente e atingem trabalhadores de Bauru e Avaré

10/06/2026

Bancos: Santander

Nunca um apelido combinou tanto com um banco quanto "Satãder"

Há muito tempo as demissões no Santander deixaram de ser casos isolados. O que o banco insistia em tratar como ajustes pontuais agora se revela como um processo de demissões em massa que avança por diversas regiões do país. Segundo especulações que circulam na categoria, aproximadamente 400 funcionários teriam sido demitidos em um único dia. Na base do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, dois empregados foram desligados nos últimos dias, sendo um em Avaré e outro em Bauru.

No início deste mês, em São Paulo, o movimento sindical encaminhou uma manifestação formal à direção do banco após receber uma série de relatos sobre desligamentos, especialmente de empregados que ocupavam o cargo de gerente de atendimento. Mais uma vez, as demissões ocorreram sem qualquer comunicação prévia ou negociação com as entidades representativas dos trabalhadores, desrespeitando o compromisso de diálogo permanente previsto no Comitê de Relações Trabalhistas, estabelecido pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em algumas agências, o cargo de gerente de atendimento já havia sido extinto, fazendo com que especialistas passassem a exercer também essas atribuições. Esses trabalhadores também foram desligados. A postura do banco causa ainda mais indignação porque, em reunião realizada em maio entre representantes sindicais e o negociador do Santander, foram questionados os rumores sobre uma possível extinção do cargo de especialista de atendimento. Na ocasião, o representante da instituição negou categoricamente a existência de qualquer processo nesse sentido, afirmando que eventuais movimentações seriam apenas pontuais. Pouco tempo depois, os fatos desmentiram o discurso oficial.

Sem palavra!

Para o Sindicato, fica cada vez mais difícil acreditar nos compromissos assumidos pelo Santander. Quando o banco assume compromissos de diálogo e transparência, mas adota medidas sem qualquer comunicação prévia e em sentido contrário ao que afirma nas mesas de negociação, compromete sua ainda mais sua própria credibilidade e enfraquece a relação entre as partes.

É inadmissível que um banco altamente lucrativo continue promovendo demissões e fechando agências por todo Brasil, enquanto amplia seus resultados financeiros. Mesmo registrando lucro de R$ 3,788 bilhões apenas nos três primeiros meses de 2026, a holding encerrou o primeiro trimestre com 49.107 empregados, após eliminar 6.196 postos de trabalho nos últimos doze meses, sendo 554 deles somente no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, o banco também fechou 258 agências e 225 Postos de Atendimento Bancário (PABs).

Além disso, enquanto demite trabalhadores e fecha agências, o Santander segue crescendo. Em apenas um ano, sua base de clientes aumentou em 3,4 milhões de pessoas, chegando a 71,6 milhões. Os números deixam claro que as demissões não são motivadas por dificuldades financeiras, mas sim por uma política que coloca o lucro acima de tudo. Ao manter cada vez menos funcionários para atender um número cada vez maior de clientes, o Santander demonstra que não se importa com a sobrecarga dos trabalhadores, com as agências lotadas, com as filas, nem com a insatisfação dos clientes. O que importa é reduzir custos e aumentar os lucros, mesmo que isso signifique piorar as condições de trabalho e comprometer a qualidade do atendimento prestado à população.

Notícias Relacionadas

Santander é condenado a indenizar bancária em R$ 10 mil por exposição em ranking de produtividade

Santander 19/10/2026

Santander propõe PPRS abaixo do que foi pago no ano passado; proposta foi recusada em negociação com o movimento sindical

Santander 06/10/2026

Santander processa Sindicato após denúncias sobre falta de segurança em agência Select/Work Café

Santander 25/08/2026

Justiça dá razão ao Sindicato e nega pedido