A Caixa Econômica Federal divulgou uma nota na quarta-feira (23), informando que protocolou pedido de dissídio coletivo perante o Tribunal Superior do Trabalho (TST), para solução da negociação sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O banco também informou que solicitou também a concessão de medida excepcional e temporária da prorrogação dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, nas mesmas condições vigentes até 31/08/2026, enquanto durar o julgamento. Como compromisso, mantém a proposta de pagamento do prêmio de R$ 3 mil por empregado e deixa de pontuar o tempo de atendimento no Alcance.CAIXA.
Em relação ao Super Caixa, o habilitador NS deixa de ser o resultado da unidade e passa a considerar o NS individual, mantendo-se, para os chefes de unidade, o NS da unidade. O CSAT deixa de impactar todos os empregados, sendo mantido apenas para os chefes de unidade. Além disso, amplia de 25% para 50% o percentual de premiação vinculado à habilitação inicial dos participantes.
Sobre o Saúde Caixa, em nota, o banco apenas afirmou que “adotará medidas estruturantes para prover maior eficiência e sustentabilidade do plano, alinhadas às necessidades apontadas pelos beneficiários”.
E agora com o dissídio?
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região esclarece aos bancários que o dissídio coletivo nada mais é que uma ação judicial para resolver o conflito coletivo de trabalho. O TST é o órgão competente para julgar o caso.
Depois de analisar as reivindicações e debater cada uma das cláusulas em conflito, os ministros votam e a decisão final passa a valer como regra para os empregados da Caixa. Até isso ocorrer, a greve continua.
Sem diálogo
Apesar de afirmar que a medida “não representa o encerramento de diálogo”, a realidade demonstra justamente o contrário. Ontem (23), o TST realizou, em Brasília, uma reunião de mediação entre o banco e a Contraf-CUT, solicitada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), na tentativa de buscar uma solução para o impasse.
Antes mesmo do início da mediação, um advogado que representava o SEEB-MA, o SEEB Bauru e o SEEB-RN compareceu ao local e solicitou participar da reunião. No entanto, Caixa e Contraf-CUT vetaram a presença do representante dos três sindicatos e também a participação remota dos dirigentes. A postura contradiz o discurso do banco de que o diálogo permanece aberto. Se há, de fato, disposição para negociar, por que impedir que representantes de sindicatos que representam suas respectivas bases participem de uma mediação destinada justamente a superar o impasse?
A postura conivente, excludente e antidemocrática da Contraf-CUT também é repudiável. Uma Confederação que, em vez de assegurar a participação das diferentes correntes de representação sindical, contribui para isolar sindicatos de oposição, acaba por esvaziar o próprio sentido de democracia e pluralidade que deveria defender.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o SEEB-MA e o SEEB-RN são entidades legítimas que representam trabalhadores diretamente envolvidos no conflito. É inadmissível que o banco e a Contraf-CUT não respeite a diversidade de posições e tentem isolar e calar a voz dos representantes da oposição bancária.
Protesto
Em protesto contra toda essa intransigência e o desrespeito aos bancários e às entidades que os representam, o Sindicato realiza nesta quinta-feira (24), a partir das 10h, um ato em frente à Agência Bauru (Gustavo Maciel, quadra 7).
Durante a manifestação, serão distribuídas bananas à população, em uma alusão simbólica à “banana” que o banco deu aos bancários diante da falta de diálogo e da postura adotada nas negociações. O ato é uma forma de denunciar publicamente o tratamento dispensado aos trabalhadores e deixar claro que os bancários não aceitarão passivamente ser ignorados, desrespeitados ou excluídos das decisões que afetam diretamente suas vidas e seus direitos.
O Sindicato convoca todos os empregados da CEF a se somarem a este protesto. A mobilização continua! A greve segue firme!

