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Caged 2021 aponta que bancos criaram 6.934 vagas, mas número ainda é insuficiente

11/02/2022

Bancos de todo o país registram longas filas diariamente. Mais contratações solucionariam o problema.

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O último levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apontou que o setor bancário teve saldo positivo de emprego, com a criação de 6.934 vagas em 2021.

Apesar da criação ser um bom sinal para a categoria, ainda é insuficiente para atender a demanda em todas as agências do país e, além disso, boa parte dessas vagas deve-se às contratações da Caixa Econômica Federal no ano passado, que foi obrigada pela Justiça Trabalhista a convocar os concursados de 2014, uma vitória do movimento sindical. Em 2018, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região conquistou judicialmente a nomeação de oito concursados (veja aqui).

Assim, a Caixa foi responsável pela abertura de 4.346 vagas no ano passado, o que equivale a 62,7% do saldo positivo do setor bancário. Já o BB, Itaú, Bradesco e Santander foram responsáveis por apenas 29,5% da abertura de vagas.

No estado de São Paulo, houve a abertura de 3.397 vagas, contudo, a criação está concentrada na capital paulista, onde houve aumento de 4.194 postos (os números da capital são maiores do que do estado porque em 207 cidades paulistas teve fechamento de vagas).

O levantamento também aponta que a maioria das vagas criadas pelos bancos são para as áreas de tecnologia da informação. Em 2021, houve a ampliação de 3.722 empregos.

Pandemia

De março de 2020 até dezembro de 2021, em plena pandemia de coronavírus, os bancos eliminaram mais de 5 mil empregos. Só no ano de 2020,  11.804 vagas foram eliminadas.

As ocupações com maiores saldos negativos foram: Gerente Administrativo (-1.954 vagas); Gerente de Agência (-780); Supervisor Administrativo (-515); Gerente de Clientes Especiais – Private (-475); Caixa de Banco (-433); Gerente de Contas – Pessoa Física e Jurídica (-399); Chefe de Serviços Bancários (-320); Operador de Telemarketing Receptivo (-259); Conferente de Serviços Bancários (-136); e Gerente de Produtos Bancários (-73).

Houve fechamento de emprego em 6 dos 27 estados do país: Paraná (-172 vagas), Rio de Janeiro (-367 vagas), Rio Grande do Sul (-238 vagas), Santa Catarina (-16 vagas) e Sergipe (-119 vagas).

Remuneração Média

O salário mensal médio de um bancário admitido em dezembro de 2021 foi de R$ 5.293,59,enquanto o do desligado foi de R$ 7.009,76. Ou seja, o salário médio do admitido correspondeu a 75% do desligado. Além disso, o valor do salário médio de admissão em dezembro foi 13,5% inferior ao salário de admissão de janeiro, já descontada a inflação (INPC).

Desigualdade de gênero

A desigualdade de gênero na categoria continua, lamentavelmente, sendo uma constante. A maioria das novas vagas em 2021 foram ocupadas por homens. Foram 4.904 para eles, enquanto somente 2.030 vagas para as mulheres. As admissões de mulheres foram 18,1% menores que a dos homens e os desligamentos foram 7,8% inferiores.

Faixa etária

Houve aumento de 12.007 vagas entre as primeiras faixas, até 39 anos, com aumento de 12.007 vagas. Até 17 anos, foram abertas 204 vagas; de 18 a 24 anos, foram 11,837; de 25 a 29 anos, foram 11,620; de 30 a 39 anos foram 14,844; de 40 a 49 anos, foram 4,312; de 50 a 64 anos, foram 1,332; e de 65 ou mais, foram 19.

Apesar disso, o saldo foi negativo para as faixas etárias acima dos 40 anos, onde houve fechamento de 5.073 vagas. Sendo assim, a idade média do trabalhador bancário admitido em 2021 foi de 30 anos e a idade média do trabalhador desligado foi de 37 anos.

Desigualdade racial

O setor bancário continua contratando mais brancos do que pretos ou pardos. A maior proporção entre os admitidos foi da raça branca (63,0%) e com superior completo (55,4%), assim como a maioria dos desligados. As admissões de trabalhadores pretos e pardos foram somente 30,9%, enquanto os desligamentos foram de 23,0%.

Diminuição de PCDs

Na categoria bancária, em 2021, o número de trabalhadores com deficiência foi reduzido em 157 postos de trabalho, ou seja, o número de desligamentos superou as admissões.

Desligamentos a pedido dos trabalhadores

Durante todo o ano de 2021, ocorreram 44.168 admissões e 37.234 desligamentos na categoria. Destes, 42,6% foram por demissão sem justa causa, 38,5% a pedido do trabalhador e 12,7% por aposentadoria.

Em janeiro, 29,6% das demissões foram a pedido dos trabalhadores e em dezembro o percentual saltou para 46,2% do total. As principais hipóteses levantadas pelo Dieese sobre o elevado número desse tipo de desligamento foram o aumento na oferta de vagas em outros segmentos do setor financeiro como fintechs e corretoras de valores; a facilidade de mudanças promovidas pelo home office; e o esgotamento dos trabalhadores por conta de pressões com metas abusivas.

Emprego formal enfraquecido

O emprego formal no Brasil apresentou retração em dezembro de 2021, registrando saldo negativo de 265.811 postos de trabalho. De acordo com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), referente ao trimestre móvel terminado em novembro de 2021, estima-se que 11,6% da população brasileira está desocupada, ou seja, aproximadamente, há 12,4 milhões de pessoas nessa situação e 29,1 milhões de pessoas subutilizadas (com insuficiência de horas trabalhadas). O contingente de trabalhadores desprotegidos é de quase 38,6 milhões de pessoas.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região produziu um vídeo em seu canal no Youtube sobre o levantamento divulgado pelo Caged. Assista aqui e inscreva-se!

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