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BB tenta atropelar estatuto da Cassi para impôr aumento da contribuição

13/07/2018

Bancos: Banco do Brasil

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Na terça-feira passada (3), os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Alexandre Morales, Michele Montilha e Paulo Tonon, estiveram em Campinas com o advogado da entidade, Sérgio Ribeiro, para participar de uma reunião com o conselheiro fiscal da Cassi, Angelo Argondizzi – eleito pelos bancários na eleição de 2016, e com o membro da oposição bancária de São Paulo, Bento José Ferreira, para definir quais medidas serão tomadas para tentar barrar aumento da contribuição, que em momento algum passou pela avaliação dos bancários usuários do plano.

Relembrando os fatos, na última reunião da diretoria executiva da Cassi, os dois indicados pelo banco e o diretor recém-eleito, Luiz Satoru, aprovaram aumento de coparticipação dos associados em consultas e exames sem comunicar previamente a ninguém. O único voto contrário foi do diretor eleito Humberto Almeida.

O assunto foi encaminhado ao Conselho Deliberativo, onde o presidente Faraco, também eleito recentemente, pretende convocar reunião imediata não presencial para confirmar a decisão da diretoria, certo de que aprovará com apoio dos quatro conselheiros indicados pelo banco.

Tentando convencer as entidades a apoiar a proposta do Banco do Brasil, Luiz Satoru apresentou algumas pequenas mudanças na proposta, sendo o aumento definitivo da contribuição dos associados para 4%, mantendo a contribuição patronal em 4,5%; o voto de minerva para o BB no Conselho Deliberativo; a criação de contribuição por dependente, com valores maiores para dependentes de aposentados e menores para dependentes de ativos, e a implantação de uma Gerência de TI escolhida pela diretoria, no mesmo nível hierárquico da diretoria e sem passar por processo eleitoral (o que na prática dá mais poder ao banco). Desta forma, a proposta é alterar a governança sem consulta ao Corpo Social.

Medidas judiciais
O Sindicato dos Bancários defende que a proposta do BB tem que ser aprovada pelos bancários. Assim, a entidade vai discutir judicialmente se o conselho deliberativo tem autonomia para aprovar sozinho o aumento na coparticipação em exames e consultas (aumento que já está valendo desde o dia 2) e vai ajuizar medida judicial para retardar o processo de votação da proposta BB/Cassi, já que os conselheiros eleitos não tiveram tempo para apreciação das propostas e tampouco tiveram concedido o pedido de vistas.

É importante relembrar que, em 2007, a pelega Contraf/CUT impulsionou a aprovação da coparticipação e não fixou valores no estatuto, o que gera o seguinte impasse jurídico: a reunião do Conselho Deliberativo tem autonomia para realizar essas alterações?

Todas essas artimanhas da direção do BB junto com os novos conselheiros eleitos (o Sindicato de Bauru não apoiou essa chapa) devem ser repudiadas pelos bancários. “Temos de usar a Campanha Salarial como resistência aos abusos na Cassi”, afirma Paulo Tonon, diretor da entidade e funcionário do BB.

(Bancários na Luta nº 34)

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