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As denúncias não param! Pedro Guimarães também assediava moralmente os trabalhadores da Caixa

01/07/2022

Bancos: Caixa Econômica Federal

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Na tentativa de gerenciar a crise de sua própria imagem, Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, pediu demissão do banco após ser acusado de assédio sexual por várias funcionárias. Contudo, ele não contava que novas denúncias, agora de assédio moral, surgiriam e ganhariam novamente repercussão nacional.

Relatos mostram que o ex-presidente da CEF abusava de seu poder para intimidar os funcionários, inclusive contra integrantes da direção do banco. Voz elevada, palavreado grosseiro e xingamentos eram usados por ele ao reagir decisões tomadas pelos subordinados que o desagradavam.

Interesses pessoais

Segundo o site Metrópoles, responsável por trazer à tona as denúncias, em uma reunião no fim do ano passado, Pedro Guimarães se revoltou com executivos da Caixa em razão de uma decisão que havia sido tomada pelo conselho do banco sem que ele tivesse sido informado. Fontes ligadas ao Ministério da Economia afirmam que a fúria era por conta de interesses pessoais, já que o conselho havia aprovado uma mudança nas normas internas que passou a estabelecer um limite à nomeação de Guimarães para conselhos da própria Caixa e de empresas nas quais o banco tem participação. Com isso, após a decisão, ele só poderia ser remunerado pela atuação em, no máximo, dois conselhos.

Na prática, a mudança representava menos dinheiro no bolso do então presidente, que desde que assumiu o comando do banco, integrou pelo menos 18 conselhos, sendo remunerado pela participação na maioria deles. Ao todo, Pedro recebia R$ 130 mil pelos conselhos e o salário mensal de presidente da Caixa, de R$ 56 mil.

Pedro Guimarães atribuiu a aprovação da nova regra a uma suposta sabotagem de seus subordinados, que teriam deixado passar a mudança para prejudicá-lo financeiramente. Por conta dessa conclusão, em uma teleconferência, Guimarães pede a Celso Leonardo Derziê Barbosa, um amigo pessoal que ele alçou à posição de vice-presidente da Caixa, para anotar o CPF de todos os subordinados que estavam presentes, para que fossem punidos com a perda dos cargos que ocupavam caso o teor da reunião vazasse. Além disso, disse a executivos do banco que eles deveriam “se f*”.

Ameaças de demissão e autoritarismo

Gravações mostram que Guimarães demonstrava autoritarismo e ameaçava demitir os funcionários que não obedeciam suas vontades. “Vocês são malucos. Porque vocês só tem a perder. Porque vocês vão tomar o risco de perder a função por uma coisa que eu não autorizei?”, diz ele.

“Caguei para a opinião de vocês, porque eu que mando. Não estou perguntando. Isso aqui não é uma democracia, é a minha decisão”, afirma.

De acordo com os funcionários ouvidos pela reportagem, era comum Pedro fazer acareações entre eles quando percebia alguma divergência em respostas a seus questionamentos, e a ameaça de demitir muitas vezes era cumprida, o que explicaria a alta rotatividade nos cargos de chefia da Caixa. Há 37 cargos de dirigentes e, desde que ele assumiu a presidência, mais de 100 pessoas já passaram por esses cargos.

Termos pornográficos

Pedro utilizava de palavrões, termos pornográficos e expressões de cunho sexual para se referir a subordinados que, em sua visão, estavam desempenhando suas tarefas como se fossem profissionais iniciantes, inexperientes.

“‘Pau mole’, ‘júnior’, ‘faixa branca’… É assim que ele chama todo mundo”, afirma um dos empregados ouvido pelo site. “Tem uma coisa que ele sempre fala que é assim: ‘Vai vir o Long Dong, vai entrar pelo c. e sair pela boca’. Fui até pesquisar por qual motivo ele falava tanto desse Long Dong. É um ator pornô. É muito assustador”, diz uma funcionária que denunciou o assédio moral.

Ainda de acordo com denúncias dos funcionários, Guimarães chegou até mesmo a pegar os telefones dos subordinados para se certificar de que aplicativos de gravação não estavam acionados, gravando seus abusos. “Ele implantou na Caixa um ambiente de medo e de submissão, com o clima sempre tenso”, diz uma funcionária.

Agressividade

Uma funcionária relata que Guimarães chegou a dar um murro na TV instalada em uma das salas usadas pela diretoria da Caixa por causa de um problema no som. Pedro também já danificou um computador do banco e arremessou um celular funcional contra a parede durante um de seus acessos de raiva, na frente de funcionários.

Em uma live feita no canal da Caixa no YouTube para explicar o pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia, o ex-presidente se revoltou com um problema ocorrido na transmissão e falou ao vivo que era para mandar “todo mundo embora”.

Sadismo

Denúncias também mostram o sadismo de Pedro Guimarães. Em jantares, especialmente durante viagens de trabalho, ele despejava pimenta nos pratos dos subordinados e os obrigava a comer tudo até o fim. “Quanto mais você chora e passa mal, mais ele ri. Ele é bem sádico. Em toda refeição de trabalho com ele tinha pimenta no prato de alguém”, relata uma funcionária.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região reafirma que Pedro Guimarães precisa ser punido judicialmente por todo assédio sexual e moral praticado contra os trabalhadores da Caixa. Execrável!

 

 

 

 

 

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