Quando o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região entra em uma luta, o objetivo é garantir condições dignas de trabalho e respeito às reivindicações dos trabalhadores. Foi exatamente isso que ocorreu nesta semana. Após o ato realizado pelo Sindicato no dia 5 de junho, na agência da Caixa Econômica Federal do Redentor, em Bauru, denunciando a grave falta de funcionários, a sobrecarga de trabalho e os prejuízos causados tanto aos empregados quanto aos clientes, o banco finalmente se viu obrigado a adotar medidas para amenizar a situação.
A Superintendência Executiva de Varejo informou a criação de uma vaga de transferência para a agência, podendo ser para funcionários que trabalham na mesa ou caixa. Também foi anunciado que os empregados passarão a iniciar a jornada às 9h (uma hora antes do horário habitual) e que haverá possibilidade de realização de horas extras remuneradas.
Embora a abertura de uma vaga represente um avanço, o Sindicato avalia que as medidas anunciadas estão longe de resolver o problema. Ela não recompõe o quadro defasado de pessoal nem elimina a sobrecarga que se acumula há meses. Da mesma forma, a autorização para realização de horas extras não pode ser tratada como solução permanente. Pelo contrário, transfere para os empregados a responsabilidade de compensar a falta de contratações, ampliando o desgaste físico e mental de uma equipe que já trabalha no limite.
A agência do Redentor está entre as mais movimentadas da região. Localizada em um bairro com população estimada entre 5 mil e 8 mil habitantes, atende não apenas os moradores locais, mas também clientes de bairros vizinhos. A falta de funcionários é percebida todos os dias, com filas, demora no atendimento e sobrecarga para os empregados. Por isso, fazer horas extras não resolve o problema. O que os trabalhadores precisam não é passar mais tempo na agência, mas contar com mais colegas para dividir a demanda e garantir um atendimento melhor para a população.
O Sindicato seguirá acompanhando a situação e cobrando da Caixa soluções efetivas e permanentes, com reforço real do quadro de funcionários e condições adequadas de trabalho.

Fred, diretor do Sindicato, protesta contra falta de funcionários na CEF Redentor

