O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, já teria mais de 200 decretos com textos prontos para assinatura caso vença as eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo jornal Correio Braziliense, com base em relatos de aliados do parlamentar.
A proposta prevê uma série de mudanças que podem alterar as normas trabalhistas, inclusive sobre o fim da escala 6×1 e a organização da jornada de trabalho. As mudanças ocorreriam já nos primeiros dias de um eventual governo, a partir de janeiro de 2027.
Revogaço mira medidas do governo Lula
Além dos novos decretos, Flávio Bolsonaro planeja promover um “revogaço” de normas estabelecidas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os alvos estariam regras trabalhistas e ambientais.
Na área ambiental, a intenção seria restringir a atuação dos órgãos de fiscalização em áreas de vegetação localizadas em propriedades privadas ou que não estejam formalmente classificadas como áreas de proteção ambiental. Na prática, mudanças desse tipo podem reduzir o alcance dos mecanismos de controle ambiental e dificultar a fiscalização de atividades com potencial de destruição.
Em relação às normas econômicas, a informação é de que Flávio também planeja emitir dezenas de decretos, inclusive a organização administrativa do Poder Executivo. A ideia é acabar com diversos conselhos, comitês e grupos de trabalho.
Privatizações
Nos primeiros três meses de sua possível gestão, também estão previstas medidas para privatizar empresas estatais. A medida precisa passar pelo Congresso Nacional, porém, com a nova configuração do parlamento após as eleições 2026, repleta de aliados de Flávio Bolsonaro, seria fácil.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região reitera que o perigo está diante de nós! A possibilidade de um novo governo bolsonarista representa uma ameaça gravíssima aos direitos dos trabalhadores, à Constituição Federal, às empresas estatais – como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal -, à preservação ambiental, ao patrimônio público, à soberania nacional e tantas outras conquistas fundamentais e históricas. Não podemos ignorar os sinais nem subestimar os impactos dessas propostas!
No canal do Youtube da entidade, Paulo Tonon, diretor do Sindicato, apresenta quatro motivos para não votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=mhcUSPjRnN8

