Nesta quinta-feira (10), empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país cruzaram os braços e deram início à greve nacional após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A proposta traz diversos prejuízos aos trabalhadores, especialmente em relação ao Saúde Caixa, uma das principais reivindicações durante as negociações.
Em Bauru, o Sindicato dos Bancários já percorreu todas as unidades da Caixa para acompanhar a mobilização e dialogar com os trabalhadores que estavam fazendo piquete ou que ainda não haviam saído da unidade. A adesão ao movimento grevista permanece forte e resistente.
Nova proposta
Enquanto a paralisação ganha força em todo o país, a Caixa apresentou, durante nova rodada de negociação, uma nova proposta aos trabalhadores, com validade até sexta-feira (11).
Entre os principais pontos apresentados pelo banco estão:
- Saúde Caixa: ampliação da participação da Caixa no custeio de 6,5% para 8%.
- Novo modelo de custeio: implantação a partir de janeiro de 2027.
- 13ª mensalidade: antecipação das 13ª mensalidades de 2028, 2029 e 2030 para contribuir com a cobertura do déficit projetado para 2026 do Saúde Caixa.
- Aposentados e pensionistas: contribuição do titular de 3,90%, além de R$ 640 por dependente.
- Empregados ativos: cobrança de percentual do titular e valor por dependente conforme a faixa etária:
0 a 18 anos: 2,30% e R$ 480 por dependente;
19 a 23 anos: 2,50% e R$ 500 por dependente;
24 a 28 anos: 2,70% e R$ 520 por dependente;
29 a 33 anos: 2,90% e R$ 540 por dependente;
34 a 38 anos: 3,10% e R$ 560 por dependente;
39 a 43 anos: 3,30% e R$ 580 por dependente;
44 a 48 anos: 3,50% e R$ 600 por dependente;
49 a 53 anos: 3,70% e R$ 620 por dependente;
54 a 58 anos: 3,90% e R$ 640 por dependente;
59 anos ou mais: 4,10% e R$ 660 por dependente.
Além disso, a Caixa propôs um prêmio de R$ 3.000 por empregado, condicionado ao atingimento do IEO (Índice de Eficiência Operacional) em 2026.
O Sindicato defende que a nova proposta da Caixa deveria ter sido rejeitada ainda na mesa pela Contraf-CUT.
A Caixa informou que, caso ela não seja aceita, pretende levar o impasse para o dissídio coletivo. Isso significa recorrer à Justiça do Trabalho para que o conflito seja analisado e, conforme os requisitos legais e a competência do tribunal, possa haver uma decisão sobre as condições do acordo. Por conta de ameaças desse tipo, que o Sindicato já denunciou a conduta do banco ao Ministério Público do Trabalho (veja aqui).
Ninguém irá deliberar essa vergonha! A greve continua!

