Hoje (9), diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região estão em São Paulo para a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Enquanto a luta dos bancários dos bancos privados foi enterrada pela Contraf-CUT, a mobilização dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil segue resistindo. As propostas apresentadas para a renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) foram veementemente rejeitadas pelos trabalhadores.
Caixa
Na Caixa, a greve começa amanhã (10), por tempo indeterminado, em todo o país. Três estados já estão em greve desde o dia 8 (RN, MA e PA). O Sindicato já está mobilizando os trabalhadores da CEF e, logo pela manhã, estará em frente às agências de Bauru realizando piquetes. Os bancários da região também poderão fixar os seguintes cartazes nas portas das unidades paralisadas. Imprima!
- Estamos em greve!
- Greve nacional
- Basta de adoecimento! Se é grave, é greve!
- Por mais agências e menos sobrecarga! Se é grave, é greve!
- Pelo fim do assédio moral e sexual! Se é grave, é greve!
- Chega de ameaças de demissão!
A Caixa se reúne nesta quarta-feira (9) com a Contraf-CUT para uma nova rodada de negociação. O Sindicato espera que o banco recue das propostas absurdas apresentadas, especialmente em relação ao Saúde Caixa. Independentemente do resultado da reunião, a greve está mantida.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil reabriu as negociações com a Contraf-CUT no dia 8. A reunião foi realizada de forma virtual, mas o BB não apresentou novas propostas. Segundo o banco, teria chegado ao limite da proposta apresentada anteriormente, inclusive em razão das restrições impostas pela legislação eleitoral, que impedem empresas estatais de realizarem concursos ou concederem reajustes acima da recomposição salarial em anos de eleições.
Em relação ao bônus de R$ 3 mil, previsto na Campanha de Adimplência 2026, o BB manteve a proposta e informou que cerca de 71,5 mil funcionários lotados em áreas de negócio e apoio serão beneficiados. Trabalhadores de áreas táticas e estratégicas não fazem parte do público-alvo.
O banco informou ainda que não poderá realizar o processamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os funcionários que não assinarem o acordo neste momento. Segundo o BB, não seria juridicamente possível realizar dois processamentos de PLR e o banco já teria sido autuado anteriormente por efetuar pagamentos em datas diferentes.
Dessa forma, os funcionários que não assinarem o acordo agora não receberão a parcela antecipada da PLR. Após o pagamento da primeira parcela, haverá apenas um novo pagamento em fevereiro de 2027, sem direito à parcela de setembro, referente à antecipação.
A Contraf-CUT já convocou uma nova assembleia, a partir de quinta-feira (10), às 19h, para que os bancários avaliem a resposta apresentada pelo BB.
Para o Sindicato, o Banco do Brasil está utilizando a PLR como instrumento de pressão e ameaça para tentar impedir a greve. Em Bauru e região, entretanto, a greve foi aprovada pelos trabalhadores e será mantida. A mobilização continua. Novas informações serão divulgadas pelo Sindicato nos próximos dias.

