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Vigilante do BB Rui Barbosa é baleado na nuca por adolescente; Sindicato exige emissão de CAT

03/05/2024

Bancos: Banco do Brasil

Crédito: Redes Sociais/Reprodução

Matéria atualizada em 6/5

Um vigilante que trabalhava no Banco do Brasil localizado na Praça Rui Barbosa, em Bauru, foi baleado na nuca por um adolescente de 16 anos, no dia 2. O caso ocorreu no final do expediente da agência, perto das 16 horas. Imagens do circuito interno do banco mostram que o agressor passa ao lado do vigilante, que estava perto da porta giratória, e saca sua arma, atirando contra o vidro da unidade e contra o trabalhador.

Ferido, ele cai de bruços no chão, enquanto outros três vigilantes tentam conter o adolescente. A ação rápida dos trabalhadores conseguiu impedir novos disparos. O agressor foi encaminhado ao Plantão da Polícia Civil.

Quadro de saúde

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região foi informado que Samuel da Silva, vigilante atingido pelo disparo, foi encaminhado consciente ao Posto de Saúde Central. Samuel recebeu alta no dia 3, com o projétil alojado na nuca.

Emissão de CAT

A entidade já cobrou do banco a emissão de CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho – para a vítima e demais funcionários da agência. A pedido do Sindicato, a unidade permaneceu fechada no dia seguinte ao caso.

De acordo com o Banco do Brasil, na segunda-feira (6), uma psicóloga estará no local para atender os empregados e acompanhar o retorno ao expediente. O Sindicato segue acompanhando o processo e cobrará, tanto do BB quanto da empresa terceirizada responsável pelo contrato do trabalhador, apoio integral e respeito aos direitos da vítima.

Segurança

A situação ocorrida na agência Rui Barbosa comprova, ainda mais, a importância fundamental da presença de vigilantes e porta giratória em todos os bancos. Sem o serviço desses trabalhadores e de dispositivos de segurança nas agências bancárias, a integridade física de funcionários, clientes e usuários é drasticamente comprometida, podendo resultar em assaltos, agressões e mortes.

“Empatia”, desde que não atrapalhe os negócios

Apesar do BB ter concordado com a solicitação do Sindicato em fechar a agência no dia seguinte ao ocorrido, a “empatia” da instituição foi seletiva. Isso porque os funcionários da PSO, que atuam como caixas na agência, não tiveram o mesmo tratamento que os demais e foram obrigados a trabalhar em outras unidades.

O impedimento comprova o que o Sindicato afirma há tempos: o serviço de caixa é indispensável e faltam funcionários para suprir toda demanda.

Vigilante Samuel tem quadro de saúde estável, após sofrer disparo de arma de fogo, enquanto trabalhava no BB da Rui Barbosa, em Bauru (Crédito: Redes Sociais/Reprodução)

 

Comunicado fixado na agência

 

Agência Rui Barbosa foi interditada e só reabriu na segunda-feira, dia 6

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