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PSO do BB insiste em manter grupos de WhatsApp criados para cobrar metas

25/05/2023

Bancos: Banco do Brasil

O Banco do Brasil tem insistido em manter grupos de WhatsApp criados para cobrar metas nos celulares particulares dos bancários, prática proibida pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Diante da desobediência, nesta semana, no dia 23, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região esteve na PSO Bauru (Plataforma de Suporte Operacional) para cobrar dos gestores o fim desses grupos. Na ocasião, estavam presentes uma gerente e o Regional da unidade.

Apesar da cláusula 39 da CCT deixar explícito que “é vedada, ao gestor, a cobrança de cumprimento de resultados por mensagens, no telefone particular do empregado”, alguns gestores da PSO tem desrespeitado o acordo diariamente e exaustivamente.

Em uma das capturas de tela que comprovam a prática (veja abaixo), uma gestora envia ao grupo a seguinte mensagem: “Turma querida, e os negócios? Não vi postagem no grupo ainda!”, finalizando com um emoji que demonstra insatisfação. A solicitação de que ” todos os negócios sejam postados no grupo” é recorrente, assim como o pedido de “engajamentos e comprometimento nos atendimentos”.

Agravando ainda mais a situação, há a absurda “Corrida do Engajamento”, onde uma gestora da PSO propõe – sem possibilidade de recusa – que todos os funcionários dos SOPs “consigam engajar negocialmente e digitalmente” e aqueles que mais pontuarem ganham cupons para concorrer ao prêmio: uma “linda” mochila.

Após repreender a prática, o Sindicato enfatizou à gestora e ao Regional da unidade que, caso o monitoramento de resultados continue, medidas judiciais serão tomadas pela entidade e todos os envolvidos serão responsabilizados.

Vale ressaltar que em agosto de 2022, o Sindicato ajuizou uma ação civil pública em face do BB, visando a interrupção desta prática abusiva que configura assédio moral e tem causado o adoecimento de diversos funcionários. Atualmente, o processo aguarda julgamento em segunda instância.

Estamos de olho!

Pouco depois da intervenção do Sindicato, uma gestora da PSO comunicou aos funcionários, através do grupo usado para cobrança de metas, o teor da reunião com a entidade. Segundo ela, como não há interesse próprio em “quebrar regras”, o grupo de WhatsApp “pode ser desativado”. Porém, sugeriu a possibilidade, a critério dos trabalhadores, que o grupo fosse mantido para “confraternizações, mobilizações da Ecoa, assim como para homenagearmos os colegas que aniversariam”. A sugestão foi aceita e o grupo segue ativo.

O Sindicato ressalta que está acompanhando todo o conteúdo das mensagens e não aceitará, em possibilidade alguma, que a prática volte a ocorrer. A entidade também reforça que todos os trabalhadores têm o direito de denunciar irregularidades no banco, sendo completamente inaceitável a tentativa de alguns gestores em cercear essa liberdade.

A identidade daqueles que denunciarem tais práticas é mantida em completo sigilo. As denúncias podem ser feitas pessoalmente aos diretores – durante visita às unidades – ou através do e-mail: [email protected]; ou por mensagem no WhatsApp: (14) 99868-4934.

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