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Pressão de empregados e movimentos sindicais gera mudança na GDP da Caixa

19/05/2022

Bancos: Caixa Econômica Federal

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Depois de mobilização dos bancários da Caixa, junto de entidades representantes dos trabalhadores, a Caixa divulgou uma alteração do modelo de avaliação do ciclo 2021 da GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas). Entre as mudanças conquistas pela pressão dos funcionários do banco está a retirada da “curva forçada”, tão criticada por todos.

Assim, o limite de 5% para que os trabalhadores fossem avaliados como “Desempenho Excelente” subiu para 25%. O teto de 25% para que colegas tivesse classificação de “Desempenho superior” também foi excluído. Antes, a “curva forçada”, estabelecida pela gestão do presidente Pedro Guimarães em 2021, obrigava que 65% do quadro de trabalhadores da Caixa recebesse avaliação de razoável para ruim.

 

Devolução do “bônus”

No entanto, apesar das alterações terem sido consideradas boas, a princípio, elas também geraram a reclassificação do resultado consolidado de todos os empregados. Com isso, alguns trabalhadores foram rebaixados.

O problema voltou a revoltar os bancários na noite de 13 de maio, quando alguns deles receberam e-mail do banco, informando que eles teriam que devolver parte dos valores que foram recebidos no início do mês pelo “bônus Caixa”. A medida, de acordo com a mensagem do banco, seria para que os recursos fossem distribuídos para um número maior de funcionários.

Mesmo com a possibilidade de a devolução de valores ser feita de forma parcelada, a maioria dos trabalhadores voltou a se revoltar contra a Caixa. Alguns deles alegam que o comunicado do banco prova, mais uma vez, que a GDP foi mal planejada e implementada. Outros criticaram o fato de não terem seus currículos avaliados pelos colegas. A subjetividade das classificações é outro fator apontado como inconsistente por grande parte dos empregados da Caixa, já que, em algumas ocasiões, nem as próprias premissas estabelecidas pelo banco parece que estão sendo levadas em consideração, como o caso do rebaixamento das avaliações, por exemplo.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região defende a extinção da GDP, uma vez que ela estimula uma competição desnecessária entre os bancários e aumenta a pressão em um trabalho, que já é estressante por natureza. Em relação ao pagamento do “Bônus Caixa”, a entidade defende que ele seja estabelecido através do Acordo Coletivo de Trabalho e estendido para todos os trabalhadores.

Os bancários que se sentirem prejudicados pela reclassificação do seu quadrante podem entrar em contato com o nosso departamento jurídico para que possamos estudar as medidas judiciais cabíveis. O telefone de contato é (14) 99868-4631.

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