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Movimento sindical cobra combate ao assédio moral no Banco do Brasil e critica GDP

13/06/2023

Bancos: Banco do Brasil

Ilustração: Freepik

O movimento sindical se reuniu com o Banco do Brasil no fim do mês passado para tratar sobre duas pautas: combate ao assédio moral e GDP (Gestão de Desempenho Profissional).

Foi enfatizado que em vez de contribuir para o aprimoramento do trabalho, a GDP tem sido usada pelos gestores como instrumento de assédio moral, com ameaça de descomissionamento e punições. Vale lembrar que em 2022, um dos principais entraves na mesa de negociação foi a insistência do BB em alterar critérios da avaliação, reduzindo de três para apenas 1 ciclo avaliatório para descomissionar. Felizmente, o banco desistiu da mudança, contudo, a pressão por metas e resultados continuam causando o adoecimento dos trabalhadores.

Como a negociação sobre o tema ainda não foi finalizada, o movimento sindical solicitou que os descomissionamentos por desempenho sejam interrompidos, enquanto houver debate entre as partes. O banco ainda não respondeu a demanda.

Participação nos comitês de ética e ouvidoria

Representantes dos trabalhadores também reivindicaram a participação dos trabalhadores de forma paritária nos comitês de ética e na ouvidoria do banco, na apuração e condução dos casos de assédio moral e conflitos no local de trabalho.

O BB informou que estão sendo realizados encontros com lideranças e serão promovidos treinamentos para a capacitação de gestores, a fim de combater práticas de assédio moral. Além disso, estão em andamento estudos para aprimorar os canais de Ouvidoria, que teve sua estrutura reduzida na gestão anterior.

Assédio no Cenesp Santo Amaro 

No dia 31 de maio, o movimento sindical de São Paulo promoveu um protesto nos escritórios digitais do Cenesp Santo Amaro, contra o assédio moral praticado pela Gerência Regional. De acordo com relatos dos trabalhadores dos escritórios digitais e das agências Estilo, a gerência regional age com extrema grosseria, faz ameaças e intimida os gerentes. Mudança de férias, recusas de abonos e ausências, bem como descomissionamentos e obstáculos para promoções, são algumas das práticas abusivas.

Uma das denúncias diz que o assédio chega ao ponto de a gerência regional enviar mensagens às 10h perguntando se o gerente “não foi trabalhar” pois “ainda” não tinha nenhum produto contratado.

Denuncie ao Sindicato!

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região espera que o Banco do Brasil cumpra o negociado e combata efetivamente o assédio moral na instituição.

No final de maio, a entidade precisou intervir em uma situação da PSO Bauru, onde gestores mantinham grupos de WhatsApp criados para cobrar metas nos celulares particulares dos bancários, prática proibida pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Veja aqui.

A entidade ressalta que está à disposição do trabalhador que for vítima de qualquer prática abusiva, ou que presencie casos contra colegas. Denuncie: (14) 99868-4934. O sigilo é garantido.

Calendário de negociações

As próximas mesas de negociação, que ocorrerão entre junho e setembro, já estão definidas. Veja abaixo o calendário completo:

  • 21/06 – Caixas e demais comissionados que estão no sistema da Plataforma de Suporte Operacional (PSO);
  • 12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB);
  • 20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade;
  • 11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa;
  • 28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

 

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