O Itaú atingiu mais um feito! Apenas no primeiro trimestre de 2026, o banco teve lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, foi de 26,4% no período, com alta de 2,7 pontos percentuais em doze meses. Tudo isso deveria ser motivo de comemoração, certo? Errado!
“Os funcionários do Itaú nunca estiveram tão adoecidos e estressados”, afirma Roberval Pereira, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região. De acordo com o relatório do próprio banco, esse resultado se deu devido ao crescimento de 4,5% da margem financeira com clientes, em razão do maior mix de produtos. O que o relatório não diz é que os bancários convivem diariamente com cobranças pelo atingimento de metas abusivas, ameaças e até insinuações para a venda de produtos sem autorização dos clientes.
A desvalorização dos funcionários fica ainda mais evidente quando a holding corta mais de 4 mil postos de trabalho em doze meses, sendo 1.034 vagas apenas no trimestre. Ou seja, além do assédio e das ameaças, a convivência com o medo das demissões virou regra no Itaú.
O banco também fechou 360 agências físicas no Brasil em doze meses, enquanto o número de clientes cresceu 1,678 milhão, totalizando 100,9 milhões ao final de março de 2026. O resultado é uma sobrecarga de trabalho jamais vista antes, com agências, como a de Bauru, registrando dias em que a fila para atendimento ultrapassa duas horas.
Na semana passada, o Itaú anunciou o fechamento da agência de Agudos, programado para o dia 29 de maio. A gerente-geral, com mais de 20 anos de banco, foi demitida injustamente, sem qualquer justificativa. Os demais funcionários serão transferidos, junto com os clientes, para a já lotada agência 0075, em Bauru. Inacreditável!

