A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) voltou à mesa de negociação na quinta-feira (27), com uma proposta que repõe a inflação, mas não vai além disso. A proposta prevê cerca de 4% de reajuste nos salários e demais verbas, reposição total da inflação pelo INPC (período de 12 meses encerrado em 31 de agosto).
Para o VA, propõe reajuste pelo IPCA da alimentação em domicílio, estimado em 2,99%. O resultado? Uma perda real estimada de 1,1% em relação ao INPC. Em outras palavras, até o vale-alimentação, dinheiro destinado justamente a comprar comida, vem com desconto embutido.
No VR, a proposta prevê reajuste de 4,39%, baseado na inflação da refeição fora do domicílio. Parece melhor no papel, mas continua sendo apenas correção inflacionária. Enquanto isso, o custo de vida segue subindo.
Em relação à PLR, a Fenaban apresentou a correção do INPC, nos tetos e nas parcelas fixas.
Nova negociação no Dia do Bancário
Hoje (28), data em que se é celebrado o Dia do Bancário, haverá uma nova rodada de negociação. A expectativa é que os bancos apresentem uma proposta muito próxima daquela já colocada na mesa, mas tentem vendê-la como se fosse um grande avanço ou um suposto “aumento real” de presente para os trabalhadores. Não dá para aceitar essa farsa!
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região reforça: não queremos apenas recuperar o que a inflação levou. Queremos reajuste digno, com aumento que valorize os trabalhadores. Queremos melhores condições de trabalho. Queremos benefícios que acompanhem de verdade o custo de vida. Queremos uma PLR compatível com os resultados produzidos pela categoria. E, principalmente, queremos respeito!
Na segunda-feira (31), vamos rejeitar esses ataques em assembleia, às 18h30. A decisão da Contraf-CUT de não convocar assembleias para deliberar sobre a deflagração da greve enfraquece a mobilização da categoria e, principalmente, a atuação dos sindicatos de oposição. Sem um movimento nacional, a força dos sindicatos que não fogem à luta não será suficiente para enfrentar os banqueiros e arrancar uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores.
A Confederação precisa ser pressionada nacionalmente!

