“A Cassi é a maior e melhor autogestão do Brasil, valorizando e divulgando a marca BB, o tempo todo.
Seu faturamento anual é de R$ 8 BILHÕES, mensal de R$ 600 milhões e diário de R$ 22 milhões.
Tudo isso é entregue ao BB, sem nenhum custo, sem esforço de captação, propaganda e marketing, “tall free” completo para o patrocinador.
Além disso, o BB desfruta desse parque de diversão gratuito da carteira de fornecedores e prestadores da Cassi com reflexo em toda cadeia de faturamento do BB.
Somado a isso, tem o consumo relacionados à cadeia de funcionários das empresas parceiras, inclusive Cassi que trazem a folha de pagamento para o BB.
Tudo isso tem a idade da Cassi, mais de 80 anos.
Quanto a Cassi deixou de ganhar por tudo isso?
Muito pouco se tem falando de soluções e serviços financeiros desse ecossistema gigantesco e de lucros fantásticos que a Cassi proporciona, gratuitamente ao BB e não recebe nenhum centavo, pelo contrário, só se escuta que a Cassi é muita cara para o BB.
E a contrapartida recebida pelos associados da Cassi é retirada do patrocínio, do custeio da saúde e o sofrimento decorrente do adoecimento laboral que faz os funcionários do BB adoecerem com a forma pela forma de gestão e ainda têm que arcar com os custos do tratamento, remédios em conjunto com a Cassi.
Mas quem causa danos é quem deve assumir os riscos e consequências, mas isso é invisível no balanço da Cassi, nas vida ceifada, sequeladas e aniquilada de muitos dos trabalhadores do BB.
Isso é injusto, indigno, incorreto, anti ético e imoral.
É justo o Banco tratar dos seus melhores e maiores clientes dessa forma que faz adoecer e serem abandonados?
Lembrando que nossa remuneração é integralmente gasta por meio dos produtos e serviços do BB, que ele não nos conta quanto é esse lucro que construímos.
Quanto o BB ganhou dando o calote nas horas-extras trabalhadas e não pagas até hoje.
Quanto a Cassi perdeu?
Quanto o BB abate da base de cálculo do IR com a Cassi?
O BB é um banco público e o governo federal é o acionista majoritário, será que ele sabe como está sendo tratado os trabalhadores e como estão as conformidades exigidas e não registradas nem na Cassi, nem no BB, isso é verdade?
Salvem a Cassi, reprove o Relatório Anual, pois ele não contabilizou, nem está contabilizada as horas-extras trabalhadas que foram ganhas na justiça do trabalho, sem falar nas que os trabalhadores não questionaram, ou fizeram parte de CCV que o BB não contemplou a Cassi.
Tem outra irregularidade, não existe extrato transparente dos valores que estão sendo cobrados dos associados, com apresentação de divida e sua formalização por parte do associado, título executivo, nem extrato detalhado mensalmente, informando tx de juros, correção monetária, saldo devedor, atualização monetária, conforme determina legislação vigente.
Será que o BB está querendo que a Cassi e os seus funcionários transfiram para outra instituição financeira que não nos considerem apenas um centro de custos?”
Texto de Martha Tramm, bancária do Banco do Brasil, ativista e ex-dirigente sindical

