O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região intermediou mais uma negociação de Comissão Conciliatória Voluntária (CCV). Um ex-bancário do Itaú, que trabalhou por 21 anos na instituição e foi desligado imotivadamente, aceitou a proposta de acordo apresentada pelo banco, no valor superior a R$ 83 mil.
O bancário relata ter desenvolvido e agravado um quadro de ansiedade em meio a cobranças excessivas, pressão psicológica e dificuldades de se desligar do trabalho, inclusive durante as férias. Em sua CCV, ele pleiteia indenizações por danos morais e doenças ocupacionais, além de horas extras, diferenças salariais por substituição e desvio de função.
Segundo o relato, o ambiente profissional era marcado por cobranças excessivas, pressão psicológica e frases intimidatórias, como “quem não está feliz, pede a conta”, que intensificavam a sensação de insegurança e o desgaste emocional. Além disso, mesmo durante as férias, o bancário continuava sendo pressionado e acionado para tratar de assuntos profissionais, sem conseguir usufruir plenamente do período de descanso.
O quadro chegou a um momento crítico quando ele sofreu uma intensa crise de ansiedade durante a jornada de trabalho, na agência em que trabalhava. Em razão do abalo emocional e da impossibilidade de continuar trabalhando, precisou procurar atendimento hospitalar. Após o episódio, o bancário passou a necessitar de acompanhamento psicológico e psiquiátrico e, atualmente, está em tratamento.
Em razão do esgotamento físico e emocional associado às condições de trabalho, com evolução compatível com um quadro de burnout, o ex-bancário também reivindicou indenização por doença ocupacional.
Diante das reivindicações apresentadas, o Itaú propôs um acordo superior a R$ 83 mil, aceito pelo trabalhador, encerrando a negociação na CCV. O resultado representa uma alternativa para a busca de reparação dos direitos reivindicados sem a necessidade de ingressar imediatamente com uma ação judicial.
O Sindicato alerta que a aceitação do acordo na CCV implica na quitação dos direitos nele abrangidos, impedindo que sejam reivindicados posteriormente na Justiça. Por isso, é fundamental que o trabalhador avalie com atenção os termos da proposta antes de aceitá-la.
Bancários que tenham dúvidas sobre seus direitos ou queiram avaliar a possibilidade de ingressar com uma ação judicial podem procurar o departamento jurídico do Sindicato, que está à disposição para prestar orientações e analisar cada caso: (14) 99867-8667.

