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Dia das Mulheres: Diversas categorias e movimentos sociais vão às ruas por respeito

08/03/2022

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Hoje (8), Dia Internacional das Mulheres, diversas categorias, movimentos sociais e ativistas feministas participam de manifestações por todo o país, levantando a bandeira “Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome”.

Em São Paulo, a manifestação terá concentração a partir das 16h, no Masp, na Avenida Paulista, e depois sairá em caminhada até a Praça Roosevelt, na região central.

O cenário de destruição causado pelo governo Bolsonaro nos últimos anos afetou intrinsicamente as mulheres. O Brasil fechou 480,3 mil vagas de trabalho formais em 2020, dessas 96,4% pertenciam a mulheres. O desemprego feminino é 46,7% mais alto que o masculino e muitas mulheres que seguem trabalhando estão na informalidade.

Enquanto a taxa de desemprego foi de 9% para os homens no trimestre encerrado em dezembro de 2021, a das mulheres foi de 13,9%. Por cor ou raça, a taxa de desemprego foi de 9% para os brancos, bem abaixo da taxa para os pretos (13,6%) e pardos (12,6%). Já o rendimento médio das mulheres foi de 81% do rendimentos médio dos homens; no caso das mulheres negras em comparação com os homens brancos essa diferença é ainda maior: elas ganham em média 61,2% do que a renda média deles.

Dos empregos perdidos no mundo, 54% foram de mulheres e 23 milhões de mulheres foram adicionadas à pobreza somente na América Latina e Caribe, totalizando 118 milhões de mulheres vivendo nessas condições.

Segundo levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve 666 feminicídios no país no primeiro semestre de 2021, o que corresponde a quatro mulheres assassinadas por dia. No mesmo período, o número de estupros com vítimas mulheres aumentou 8,3% na comparação com o primeiro semestre de 2020.

A discriminação e falta de direitos também afeta duramente as mulheres em todo mundo. Em média, as mulheres têm 75% dos direitos legais dos homens.

Revoltantemente, a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), ao invés de promover ações para proteger a vida das mulheres e seus direitos, favorece atitudes conservadoras e reacionárias, incentivando o discurso e as práticas machistas de Bolsonaro.

Sobre mulheres, mas sem elas 

O presidente Jair Bolsonaro participará na quinta-feira (10) de um encontro – promovido pelo Grupo Voto – para discutir a participação feminina na política. Contudo, na lista de palestrantes convidados, há apenas homens: Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a ausência de mulheres como palestrantes em um encontro que discute a participação feminina na política simboliza claramente o governo machista de Bolsonaro e seus aliados, onde a voz das mulheres é calada e desrespeitada a todo segundo. Basta! Vamos às ruas!

 

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