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CPI da Covid aponta 9 crimes de Bolsonaro

26/10/2021

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O relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros, apresentou esta semana o texto conclusivo da investigação pedindo indiciamento do presidente Jair Bolsonaro, além de duas empresas e outras 65 pessoas.

O documento de mais de mil páginas deve ser votado na próxima semana. A conclusão do relator é que todas as orientações dadas pelo governo federal, seja nas declarações do presidente Jair Bolsonaro ou nas informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, mostram que o principal objetivo era expor os brasileiros ao contágio em massa, buscando eliminar a pandemia por meio da chamada imunidade de rebanho.

Além da omissão, o relatório atribui ao governo de Bolsonaro os crimes de epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, incitação ao crime, charlatanismo, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade. Também podem ser responsabilizados o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o atual dono do cargo, Marcelo Queiroga.

Gabinete paralelo e fake news

O texto também aponta que a credibilidade dos integrantes do chamado gabinete paralelo foi utilizada pelo Executivo para propagandear o uso de medicamentos sem eficácia comprovada pela ciência dentro do “kit covid”, composto por hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, entre outros. A estratégia macabra prosseguiu mesmo após órgãos internacionais de saúde recomendarem a interrupção do uso dos remédios.

De acordo com o relatório, a utilização de notícias falsas por Bolsonaro e seus discípulos contribuiu ainda para confundir a população sobre as medidas corretas de prevenção contra a doença. Entre elas foram constatadas nas redes bolsonaristas fake news sobre a origem do vírus, sempre ligada ao crime de xenofobia contra a China, desinformação sobre o número de mortes pela Covid-19, a contestação sobre a eficácia do uso de máscaras e propaganda antivacina, além de outras mentiras.

A conclusão também afirma que a adoção de medidas não farmacológicas em todo o território brasileiro poderia ter reduzido a transmissão do vírus e poupado cerca de 120 mil vidas até o fim de março de 2021.

Propina e caso Prevent Senior

A CPI descobriu ainda falhas graves na aquisição da vacina indiana Covaxin, um contrato que envolvia R$ 1,6 bilhão. Entre eles, suposto pedido de propina, sobrepreço, pedido de pagamento adiantado do contrato em offshore, pressão para liberação da importação dos imunizantes antes mesmo da aprovação das autoridades sanitárias brasileiras, além de muitos outros indícios de corrupção.

Por fim, existe menção da transformação dos usuários do plano de saúde Prevent Sênior em “cobaias humanas”, durante suposta pesquisa para validar o “tratamento precoce” preconizado por Bolsonaro e sua equipe.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região tem acordo com tudo o que foi exposto no relatório final da CPI e exige a responsabilização efetiva do presidente e seus subordinados por cada crime cometido. Nunca houve combate à pandemia no Brasil!

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