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CEO’s do Santander, Itaú e Bradesco recebem mais de R$ 2 milhões por mês

19/08/2022

Bancos: Bradesco, Itaú , Santander

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Enquanto 52% dos trabalhadores brasileiros recebem até dois salários mínimos (R$ 2.424), os banqueiros dos maiores bancos privados do país recebem mais de R$ 2 milhões mensalmente.

De acordo com ranking da revista Forbes Money, o banqueiro do Santander, Mario Roberto Opice Leão, ganhou em 2021, R$ 59 milhões. Já Milton Maluhy, do Itaú, recebeu R$ 52,9 milhões no mesmo período e Otavio de Lazari, do Bradesco, R$ 29,3 milhões (veja abaixo).

A remuneração anual conjunta dos 90 CEOs (diretor executivo) das empresas que compõem o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, superou a marca de R$ 1,1 bilhão em 2021. Mesmo com a pandemia e a crise econômica, o aumento desses executivos foi de 30%, em média, em relação ao ano anterior.

Desigualdade

Essa desigualdade salarial contribui para a concentração de renda e o desequilíbrio social. O rendimento mensal do trabalhador, no trimestre encerrado em junho deste ano, foi R$ 2.652, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Em 2021, os 50% mais pobres possuíam apenas 0,4% da riqueza brasileira (ativos financeiros e não financeiros, como propriedades imobiliárias). Já os 10% mais ricos no Brasil detinham de quase 80% do patrimônio privado do país. A concentração de capital é ainda maior na faixa dos ultra-ricos (1% da população), que possuía, no ano passado, praticamente a metade (48,9%) da riqueza nacional.

Pobreza

Segundo estudo do Observatório das Metrópoles, os índices de pobreza, extrema pobreza e desigualdade atingiram recordes de 2020 a 2021. Nesse período, mais de 3,8 milhões de brasileiros  residentes nas metrópoles brasileiras (23,7% da população) entraram em situação de pobreza, fazendo com que o grupo aumentasse para 19,8 milhões de pessoas, o maior valor da série histórica. Um aumento de 7,2 milhões de pessoas em relação a 2014.

Em relação à extrema pobreza, o grupo de pessoas nessa situação chegou a 5,3 milhões em 2021, o que representa 6,3% dessa população. Mais da metade destas, 3,1 milhões de pessoas entraram nesta situação nos últimos 7 anos, sendo 1,6 milhões delas em 2021.

A desigualdade de renda medida pelo Coeficiente de Gini também atingiu o maior valor da série histórica em 2021, chegando a 0,565 para o conjunto das regiões metropolitanas. Em 2014, era de 0,538.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região a desigualdade salarial entre os banqueiros e demais trabalhadores é um abismo inaceitável. A entidade reforça a importância dos trabalhadores de se unirem ao movimento sindical para lutar por um índice de reajuste digno, durante a campanha salarial da categoria que está em percurso. A Frente Nacional de Oposição Bancária (FNOB), a qual o Sindicato é ligado, reivindica índice de reajuste de 37% (12% de inflação do período + 7% de aumento do patrimônio líquido médio dos bancos + 18% das perdas salariais comuns a todos bancos).

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