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Caixa registra lucro líquido de R$ 1,833 bilhão no 2º trimestre, queda de 70,7% em relação ao mesmo período do ano passado

19/08/2022

Bancos: Caixa Econômica Federal

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A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 1,833 bilhão, no segundo trimestre deste ano, uma queda de 70,7% em relação ao mesmo período de 2021. No primeiro semestre de 2022, o lucro foi de R$ 4,4 bilhões, uma redução de 59,7% no comparativo anual.

Segundo o banco, a queda em termos anuais é explicada pelos fatores não-recorrentes que impulsionaram o lucro da instituição no segundo trimestre do ano passado. Naquele período, a CEF contabilizou os ganhos que obteve com a abertura de capital da Caixa Seguridade, que movimentou R$ 5 bilhões, e com a venda das ações que detinha no Banco Pan. Contudo, o balanço divulgado nesta quinta-feira (18) é referente aos últimos meses da gestão de Pedro Guimarães, que pediu demissão do banco após ser acusado de assédio sexual por funcionárias.

Recorde no crédito imobiliário

O saldo em carteira do crédito imobiliário alcançou R$ 595,2 bilhões no período, 11% superior quando comparado a junho de 2021. Em relação a março, houve avanço de 3,3%. De acordo com o banco, foram R$ 39,7 bilhões em contratação (considerando recursos SBPE e FGTS), 9,6% maior se comparado ao segundo trimestre do ano passado e o maior volume de trimestral da história.

As receitas da carteira de crédito totalizaram R$ 23,9 bilhões no segundo trimestre, aumento de 42,6% em relação ao mesmo período de 2021, alavancadas pelo crescimento, em 12 meses, de 278,6% no agronegócio, 86,0% em saneamento e infraestrutura, de 38,5 % em habitação; de 34,6% em crédito para pessoa física e de 56,2% em crédito para pessoa jurídica.

Já os ativos da CEF totalizaram R$ 1,5 trilhão, crescimento de 2% em relação ao segundo trimestre de 2021.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a queda do lucro da Caixa se deve também à diminuição do assédio moral na cobrança por metas. Mesmo assim, o lucro do banco segue bilionário à custa de muito trabalho de seus empregados e do endividamento do povo.

(Na foto, “enterro” do assédio sexual e moral da Caixa Econômica Federal, realizado pelo Sindicato na agência Bauru, contra as práticas de Pedro Guimarães e seus aliados).

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