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Caixa e Santander ignoram clima de Copa do Mundo e mantêm compensação de horas enquanto BB, Itaú e Bradesco abonam

19/06/2026

Atualizada em 25 de junho

A Seleção Brasileira se classificou em 1º lugar no Grupo C da Copa do Mundo. Com isso, as partidas deixarão de ser disputadas à noite e passarão a ocorrer em horários da manhã ou da tarde. Diante dessa mudança, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou orientações sobre o funcionamento das instituições financeiras nos dias de jogos do Brasil.

Nos dias em que os jogos da Seleção Brasileira começarem às 14h, as agências deverão funcionar das 9h às 12h. Quando as partidas tiverem início às 16h, o atendimento ocorrerá das 10h às 14h. Já nos jogos marcados para as 17h, as agências abrirão às 10h e fecharão às 15h.

A Febraban também recomenda que os trabalhadores das agências e postos de atendimento sejam liberados com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início das partidas. Para os empregados em regime de teletrabalho, a orientação prevê o direito à desconexão a partir de 30 minutos antes do jogo e até 15 minutos após o seu encerramento.

Nos casos em que houver necessidade de trabalho presencial durante os jogos, os bancos poderão, sempre que possível, transferir os funcionários para o teletrabalho ou aplicar a mesma regra de liberação antecipada adotada nas agências.

Compensação

A Federação recomenda ainda que as horas não trabalhadas em razão dos jogos sejam compensadas posteriormente ou incorporadas aos bancos de horas das instituições. Banco do Brasil, Itaú e Bradesco anunciaram que as horas serão abonadas, sem necessidade de compensação futura e sem qualquer impacto no banco de horas dos funcionários.

Em contrapartida, a Caixa Econômica Federal e o Santander deram cartão vermelho ao abono das horas e decidiram exigir a compensação do período não trabalhado durante os jogos da Seleção Brasileira.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a decisão é mais uma falta contra os trabalhadores. Mesmo diante de uma situação excepcional, marcada por um evento de alcance mundial que mobiliza o país inteiro, a CEF e o Santander optam por transferir a conta aos funcionários. A postura evidencia, mais uma vez, a falta de compromisso com o bem-estar dos trabalhadores e reforça a conduta egoísta e desrespeitosa em colocar o lucro acima das pessoas.

 

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