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Caixa custeou obras da mansão de Pedro Guimarães

07/07/2022

Bancos: Caixa Econômica Federal

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Mais um escândalo envolvendo o ex-presidente da Caixa Econômica Federal veio à tona nesta semana. Pedro Guimarães teve a reforma de sua casa, localizada em uma área nobre de Brasília, custeada pelo banco.

Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, a obra foi realizada em julho de 2020 por um grupo de funcionários da EMIBM Engenharia. A empresa tem contratos para execução de serviços de manutenção nas unidades da Caixa, contudo, prestou serviços particulares à Guimarães. A obra em questão custou cerca de R$ 50 mil, pagos pelo banco público.

A casa foi alugada por Guimarães depois de o executivo deixar um apartamento mantido pelo banco em um hotel de luxo em Brasília. De acordo com a reportagem, foram instalados 11 postes na mansão de Pedro.

O que diz a Caixa

Em nota, a Caixa disse que disponibiliza “aparatos de segurança pessoal a empregados e dirigentes expostos a situação de risco”. A medida teria sido adotada por segurança, após registro de ameaças a Guimarães e sua família.

“A Caixa disponibiliza aparatos de segurança pessoal a empregados e dirigentes expostos a situação de risco quanto à sua integridade física, em razão do exercício de suas atribuições, por meio de adequada avaliação do grau de criticidade envolvido e da compatibilidade do instrumental necessário à prevenção de incidentes em decorrência desse risco. Vale ressaltar que a medida é prevista nas normas internas, implantada como ação preventiva de proteção, e submetida às esteiras de governança do banco”, afirma a instituição.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, as obras na mansão de Pedro Guimarães não deveriam ser bancadas pela Caixa. Um ex-presidente de banco que recebia salário mensal de R$ 56 mil, mais R$ 130 mil por integrar conselhos da própria Caixa e de empresas nas quais a instituição tem participação, tem total poder aquisitivo para arcar com os próprios gastos. Não ser ilegal não significa não ser imoral.

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