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BB tenta motivar ‘lideranças’ em megaevento na Arena Palmeiras

Mas, como se motivar em agências precárias?

28/03/2018

Bancos: Banco do Brasil

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Desde janeiro, quando o Banco do Brasil deu início a mais uma reestruturação, é comum ver os funcionários desiludidos. Afinal, como se motivar se eles são constantemente descomissionados sem motivo e se as agências andam com uma estrutura inferior à necessária para um bom atendimento?

Para tentar animar os gestores, o BB realizou nos dias 20 e 21, no Allianz Parque (a Arena Palmeiras), em São Paulo, um megaevento “de cunho motivacional e para preparar lideranças”.

A estrutura pomposa do evento contrasta com as agências do banco, onde a situação é quase sempre caótica: lotadas, sem funcionários suficientes e com o atendimento a cada dia mais precário.

Entre os palestrantes, o que mais chamou a atenção, pela ironia da coisa, foi o banqueiro Henrique Meirelles, que ensaia sua candidatura à presidência do país. Meirelles, todos sabem, pretende privatizar os bancos públicos e é o responsável, junto com Michel Temer, pelos recentes ataques aos direitos dos trabalhadores – um dos exemplos é a Resolução Nº 23 da CGPAR, que exclui a oferta de plano de saúde para futuros funcionários do Banco do Brasil, entre outros.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a presença de Meirelles só reforça a discrepância entre o discurso e a prática da direção do BB, afinal, a chamada para o evento propunha “reflexões e discussões sobre temas relacionados à potencialização da produtividade da empresa, aos caminhos para a liderança e protagonismo do gerente” – o oposto do que Meirelles defende no dia a dia.

“As centenas de descomissionados que tiveram seus salários reduzidos pela atual direção do banco, bem como os milhares de clientes e usuários que viram a agência do seu município fechar e hoje estão sem atendimento, obviamente não foram lembrados nessa festa de arromba”, lembra Paulo Tonon, funcionário do BB e diretor do Sindicato.

O Sindicato defende um Banco do Brasil forte, que implemente políticas visando o crescimento do país. Por isso, critica eventos como esse, onde se mostra apenas o que interessa à atual direção do banco.

 

(Bancários na Luta nº 23)

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