O Banco do Brasil apresentou, no dia 29, uma proposta para o custeio da CASSI (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil) e para a cobertura do déficit projetado para 2026 e 2027, estimado em aproximadamente R$ 2,288 bilhões.
Pela proposta, o Banco do Brasil ficará responsável por 60% do montante, enquanto os associados terão de arcar com os 40% restantes. A votação está prevista para ocorrer entre os dias 18 e 25 de novembro.
Para garantir o funcionamento do plano e a manutenção das reservas mínimas até dezembro de 2027, a CASSI necessita de R$ 2,288 bilhões. A divisão dos recursos ficou estabelecida da seguinte forma:
Banco do Brasil: R$ 1,373 bilhão
- R$ 500 milhões em novembro de 2026: o valor inclui os R$ 360 milhões já antecipados pelo BB em setembro de 2026. Com a aprovação da proposta, esse montante deixará de ser descontado futuramente e será convertido em aporte definitivo, ou seja, um recurso que não precisará ser devolvido ao banco.
- R$ 873 milhões em janeiro de 2027.
Associados: R$ 915 milhões
- Os participantes terão de desembolsar sua parte em 18 parcelas mensais, com início em dezembro de 2026.
- Para calcular o novo valor da contribuição durante o período de cobrança, o associado deverá multiplicar o valor que paga atualmente à CASSI por 1,321.
Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a proposta é mais um golpe no bolso dos bancários da ativa e aposentados. Depois de uma campanha salarial em que a categoria precisou se mobilizar e lutar por reajuste para recompor, ainda que pouco, seu poder de compra, os trabalhadores agora se veem diante de uma nova cobrança que ameaça consumir esse ganho.
Além disso, é inaceitável que os associados sejam chamados a pagar, em apenas 18 meses, uma conta bilionária decorrente de um problema de custeio que envolve diretamente o Banco do Brasil, patrocinador da CASSI. Não é justo transferir aos trabalhadores e aposentados o peso de uma responsabilidade que também é do banco.
A entidade reafirma que defende o modelo de custeio 70/30. Os trabalhadores já contribuem mensalmente para a manutenção da Cassi e não podem ser tratados como responsáveis por cobrir, repetidamente, déficits bilionários. A CASSI é uma conquista histórica dos funcionários do Banco do Brasil e não pode ter sua sustentabilidade garantida à custa do sacrifício financeiro de quem construiu e mantém essa instituição. Vote “não”!

