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Bancos tornaram-se os principais alvos de ações trabalhistas durante a pandemia

31/08/2021

Imagem: katemangostar / Freepik

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Um levantamento feito pela empresa de dados de processos judiciais DataLawyer a pedido do site Consultor Jurídico (ConJur) mostrou que os bancos comerciais tornaram-se os principais alvos de ações trabalhistas durante a pandemia do novo coronavírus.

Noticiou o site no último dia 17: “Quando levamos em conta o período anterior à pandemia, de janeiro de 2019 a janeiro de 2020, o setor mais processado na Justiça do Trabalho é o da construção civil, com 60,7 mil ações. Após a crise da Covid-19, a lista passou a ser encabeçada pelas instituições financeiras, que somam 45,5 mil processos trabalhistas entre junho de 2020 e junho de 2021.”

Ainda segundo o ConJur, “o levantamento descarta os processos trabalhistas contra a administração pública em geral, que sempre é a primeira da lista […], uma vez que o Estado é o maior empregador do país”.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, os bancos aproveitaram-se das restrições impostas pela pandemia para cortar custos e aumentar seus lucros. Investiram em tecnologia e, com isso, puderam fechar mais agências e demitir mais funcionários.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2020 os cinco maiores bancos do país fecharam 12,7 mil postos de trabalho. Além disso, no mesmo período, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal fecharam, juntos, 1.376 agências — o Banco do Brasil foi o único a abrir agências, embora já tenha anunciado, no início deste ano, que planeja desativar 112 delas.

Enquanto isso, o lucro dos bancos segue em franco crescimento. Somente no segundo trimestre deste ano, o Itaú lucrou R$ 7,5 bilhões (+120,8%), o Bradesco, R$ 5,97 bilhões (+70,4%), a Caixa, R$ 6,6 bilhões (+144,7%), o BB, R$ 5,5 bilhões (+30,7%), e o Santander, R$ 4,1 bilhões (+102,6%).

Com esses resultados, é de se espantar que os bancos sejam alvo de tantas reclamações trabalhistas. Vergonha!

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