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Bancários do BB não devem temer possível intervenção da ANS na Cassi

06/05/2019

Bancos: Banco do Brasil

No dia 16 de abril começou a circular nas redes sociais um parecer assinado por Leandro Fonseca da Silva, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras e diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No documento, Leandro defendia a instauração do “regime especial de direção fiscal” na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi.

O “vazamento” desse parecer acabou gerando uma reportagem do Correio Braziliense, publicada no dia 17 sob o seguinte título: “Cassi está a um passo de sofrer intervenção da ANS”.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, era esse o objetivo do BB e do governo federal: instilar um clima de terror entre os funcionários do banco para facilitar a aprovação das mudanças no estatuto da Cassi, que serão prejudiciais aos trabalhadores e que em breve deverão ser colocadas em votação novamente.

O Sindicato entende que a Agência Nacional de Saúde Suplementar não será um instrumento para resolver os problemas da Cassi. Também entende que seria um grande equívoco achar que ANS pode chegar e simplesmente fechar a Cassi, mudar o estatuto ou alienar sua carteira de assistidos.

O regime especial de direção fiscal tem um prazo de duração de um ano, durante o qual a ANS não destitui a diretoria da Cassi e não tem o poder de mudar seu estatuto, apenas acompanha a situação financeira da Cassi.

É importante frisar que o entendimento do Sindicato se baseia em exemplos reais de intervenções, como as que ocorreram na Caixa de Assistência dos Funcionários do BASA (Banco da Amazônia) e na Geap (operadora de planos de saúde dos servidores públicos federais). Nenhum deles parou de funcionar ou teve sua carteira alienada.

Por fim, é preciso ressaltar a responsabilidade do BB sobre a situação da Cassi. O banco adoece cada vez mais os seus funcionários, fazendo aumentar os gastos com saúde. Além disso, reduz a renda de muitos através de reestruturações e descomissionamentos, reduzindo a arrecadação.

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