O primeiro turno das eleições de 2026 acontece no dia 4 de outubro. Os brasileiros irão às urnas para escolher seis representantes: presidente da República, dois senadores, governador, deputado federal e deputado estadual.
Como entidade representativa dos trabalhadores, nós, dirigentes do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, não podemos nos omitir diante de uma eleição que terá impacto direto sobre os direitos sociais, trabalhistas e democráticos conquistados ao longo de décadas. Temos, sim, ressalvas e críticas em relação ao governo petista, mas é preciso ter clareza sobre o momento histórico que estamos vivendo.
Os governos Temer e Bolsonaro foram responsáveis por ataques profundos aos trabalhadores, com destaque para a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência. Também testemunhamos o enfraquecimento de políticas públicas, ataques à educação e à saúde, o avanço do negacionismo, da desinformação e, sobretudo, graves ameaças à democracia e soberania.
A experiência recente mostra que a retirada de direitos não acontece por acaso. Ela é resultado de escolhas políticas. Não podemos permitir que candidatos comprometidos com a continuidade desse projeto nefasto voltem a ocupar espaços de poder para aprofundar a precarização do trabalho, reduzir direitos e enfraquecer as políticas sociais e os bancos públicos.
Por isso, também não acreditamos que o primeiro turno deva ser utilizado simplesmente como um voto de protesto. O voto é uma ferramenta poderosa e precisa ser exercido com responsabilidade já na primeira oportunidade.
E essa responsabilidade não termina na escolha do presidente. A composição do Congresso Nacional será decisiva para definir se teremos avanços ou retrocessos nos direitos dos trabalhadores.
Enquanto o centrão e a direita mantiverem maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, a luta pela manutenção e ampliação dos direitos trabalhistas continuará enfrentando enormes obstáculos. Um presidente, sozinho, não governa. São deputados e senadores que votam reformas, aprovam leis, definem o orçamento e podem barrar ou apoiar medidas que afetam diretamente a vida da população.
Em 2026, nosso voto precisa ser consciente, crítico e comprometido com a defesa dos direitos dos trabalhadores. Não podemos esquecer o passado recente, tampouco os anos de chumbo.
SEEB BAURU

