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Reajuste de 4,6% não é conquista! Sindicato convoca categoria a rejeitar proposta da Fenaban e a “vitória” de fachada da Contraf-CUT

31/08/2026

Um mês e meio. Esse foi o tempo que a Contraf-CUT teve para conduzir as negociações da campanha salarial dos bancários com a Fenaban. Durante mais de 40 dias, os banqueiros demonstraram toda a sua intransigência e se recusaram a apresentar uma proposta que atendesse minimamente aos interesses da categoria. Ainda assim, a Confederação foi incapaz de impor qualquer pressão efetiva aos bancos e não demonstrou interesse em construir uma mobilização nacional à altura do enfrentamento. Ao contrário, preferiu se esconder atrás da mesa de negociação, prolongando as conversas enquanto evitava colocar em prática o principal instrumento de pressão dos trabalhadores: a greve.

Sem mobilização e sem greve, a Fenaban não teve motivos para ceder. E, ao final, quem paga a conta é a categoria, que agora é chamada a aceitar uma proposta rebaixada enquanto a Contraf-CUT tenta apresentar o resultado como uma grande “conquista”.

No sábado (29), a Contraf-CUT anunciou, em tom de vitória, que teria “derrotado a tentativa dos bancos de impor reajuste abaixo da inflação” e “conquistado” a reposição integral do INPC, acrescida de 0,6% para 2026 e 2027.

A narrativa de “vitória” tenta encerrar a campanha salarial com um reajuste de apenas 4,6% nos salários e nas demais verbas econômicas. Enquanto os bancos acumulam lucros estratosféricos, os trabalhadores são chamados a comemorar algumas poucas casas decimais acima da inflação.

Não há motivo para comemoração. Há motivo para indignação.

Os bancos têm plena capacidade de conceder um reajuste muito superior. Somente em 2025, o sistema bancário alcançou R$ 182 bilhões em lucros. São resultados bilionários construídos diariamente pelo trabalho dos bancários, que enfrentam metas abusivas, sobrecarga, desvio de função e adoecimento.

Traidora

A Contraf-CUT agora convoca assembleias nacionais para quinta-feira (3) e sexta-feira (4), buscando transformar uma proposta rebaixada em uma suposta vitória histórica.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região não aceita essa encenação. Nesta segunda-feira (31), o Sindicato realizará assembleia, com horário-limite às 18h30, para discutir a proposta e defender sua rejeição. É fundamental que os bancários participem, debatam e deixem claro que não estão dispostos a aceitar migalhas enquanto os bancos seguem batendo recordes de lucratividade.

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