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Bancários de Bauru e região rejeitam proposta da Fenaban; paralisação no dia 20 e estado de greve são aprovados

Categoria realiza paralisação de 24 horas em todo o país nesta quinta-feira

19/08/2026

Na noite de terça-feira (18), em assembleia realizada no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, trabalhadores de bancos públicos e privados rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a campanha salarial e aprovaram a realização de uma paralisação nesta quinta-feira (20).

Além disso, os bancários aprovaram a instauração de estado de greve, como forma de pressionar os bancos. Caso as negociações não avancem, os trabalhadores poderão deflagrar greve por tempo indeterminado.

Mobilização em Bauru

Confira o cronograma de mobilizações em Bauru nesta quinta-feira (20):

  • 7h30: concentração dos bancários do BB no Escritório Leve, no Jardim Estoril;
  • 9h: concentração dos trabalhadores da Caixa na Agência Bauru (Gustavo Maciel);
  • 9h30: ato em frente à Caixa Econômica Federal da Avenida Getúlio Vargas;
  • Paralisação de todas as agências da cidade.

IMPRIMA AQUI OS CARTAZES DE PARALISAÇÃO PARA FIXAR NOS BANCOS!

Negociação

A oitava rodada de negociação entre a Contraf-CUT e a Fenaban ocorreu na terça-feira (18). Os representantes dos bancos recuaram da proposta de reajustes por faixas salariais e do congelamento do piso de ingresso para os novos bancários. Contudo, não apresentaram uma proposta com índice de reajuste para salários e demais verbas, numa tentativa de pressionar o movimento sindical e enfraquecer a paralisação já agendada.

O Sindicato reafirma que não há motivo para recuar diante da pressão dos banqueiros. A categoria está mobilizada e a paralisação vai acontecer!

Vale lembrar que a data-base da categoria é 1º de setembro e, mais uma vez a Fenaban se recusou a assinar um termo de ultratividade, mecanismo que garantiria a manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho e nos acordos específicos enquanto as negociações permanecessem em andamento. A ausência desse mecanismo fortalece a posição dos bancos na mesa de negociação e aumenta a pressão sobre os trabalhadores, que passam a negociar sob a possibilidade de perda de direitos e conquistas acumulados ao longo de décadas.

Arrocho salarial

Enquanto os bancos registram crescimento expressivo de seus lucros, os reajustes salariais da categoria não acompanham a expansão da riqueza gerada pelo setor. Em cinco anos, o lucro líquido dos bancos mais que dobrou, passando de R$ 106,4 bilhões, em 2020, para R$ 255 bilhões, em 2025. Enquanto isso, os bancários amargam desvalorização profissional e perda de poder de compra.

Entre 2018 e 2025, a política de valorização do salário mínimo garantiu crescimento médio anual de 6,24%. Já os reajustes conquistados pela categoria bancária tiveram média anual de 5,58%. A diferença evidencia que os salários não acompanharam o crescimento da riqueza produzida pelo setor.

Fechamento de agências e redução de empregos

Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, os bancos eliminaram cerca de 93,3 mil postos de trabalho. Somente no último ano, Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil extinguiram, respectivamente, 6.196, 4.620, 3.017 e 1.498 vagas.

Juntas, as quatro instituições encerraram 15.331 empregos. No mesmo período, a rede de agências encolheu 42%, com o fechamento de aproximadamente 9,5 mil unidades em todo o país. Em contrapartida, entre 2015 e 2025, os contratos com correspondentes bancários cresceram 49%.

Chega de ataques contra a categoria! Vamos à luta por respeito e valorização!

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