A Fenaban voltou a demonstrar seu completo desrespeito com a categoria bancária e, mais uma vez, enrolou os trabalhadores em uma negociação marcada pela falta de transparência e de propostas concretas. Na rodada realizada ontem (13), os representantes dos banqueiros não apresentaram sequer um índice de reajuste e ainda tentaram empurrar para a categoria uma proposta que aprofunda a desigualdade entre os bancários.
Entre as medidas apresentadas está o congelamento do piso de ingresso para os novos bancários, além de reajustes diferenciados para três faixas salariais. Uma proposta absurda, que fragmenta a categoria e abre espaço para tratamento desigual entre trabalhadores. Para completar, a Fenaban sequer informou quais seriam os critérios utilizados para definir essas faixas ou quais percentuais de reajuste seriam aplicados a cada uma delas.
Como se não bastasse, também propôs reduzir os valores dos vales alimentação e refeição para os bancários que trabalham no interior, sob a justificativa de que o custo da alimentação nesses municípios seria menor do que nas capitais.
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região considera a justificativa inadmissível. Bancário do interior também paga contas, supermercado, aluguel e enfrenta os mesmos aumentos de preços que atingem toda a população. Não aceitaremos que os banqueiros criem diferenças de direitos entre bancários com base no local onde trabalham!
Assembleia
Diante dessa sequência de ataques, a entidade realiza assembleia na próxima terça-feira, 18 de agosto, às 18h30 (horário limite) para os bancários de Bauru e região deliberarem as propostas apresentadas pela Fenaban, BB e Caixa e, principalmente, a instauração do estado de greve e a realização de uma paralisação durante todo o dia 20.
Está mais do que na hora de os bancários cruzarem os braços e mostrarem aos banqueiros que a categoria não está disposta a aceitar qualquer coisa. Sem mobilização, sem pressão e sem paralisação, os banqueiros continuarão ditando as regras e tratando os trabalhadores como marionetes.
A resposta precisa ser dada nas ruas e nos locais de trabalho. A força da categoria está na sua capacidade de se organizar e parar. Se os banqueiros insistem em desrespeitar os bancários, é hora de a categoria mostrar que também sabe dizer não. Nenhum direito a menos, nenhuma desigualdade a mais!
Participe da assembleia!



