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Fala, Bancário! Considerações sobre o Relatório Anual Cassi

21/05/2026

“A Cassi é a maior e melhor autogestão do Brasil, valorizando e divulgando a marca BB, o tempo todo.

Seu faturamento anual é de R$ 8 BILHÕES, mensal de R$ 600 milhões e diário de R$ 22 milhões.

Tudo isso é entregue ao BB, sem nenhum custo, sem esforço de captação, propaganda e marketing, “tall free” completo para o patrocinador.

Além disso, o BB desfruta desse parque de diversão gratuito da carteira de fornecedores e prestadores da Cassi com reflexo em toda cadeia de faturamento do BB.

Somado a isso, tem o consumo relacionados à cadeia de funcionários das empresas parceiras, inclusive Cassi que trazem a folha de pagamento para o BB.

Tudo isso tem a idade da Cassi, mais de 80 anos.

Quanto a Cassi deixou de ganhar por tudo isso?

Muito pouco se tem falando de soluções e serviços financeiros desse ecossistema gigantesco e de lucros fantásticos que a Cassi proporciona, gratuitamente ao BB e não recebe nenhum centavo, pelo contrário, só se escuta que a Cassi é muita cara para o BB.

E a contrapartida recebida pelos associados da Cassi é retirada do patrocínio, do custeio da saúde e o sofrimento decorrente do adoecimento laboral que faz os funcionários do BB adoecerem com a forma pela forma de gestão e ainda têm que arcar com os custos do tratamento, remédios em conjunto com a Cassi.

Mas quem causa danos é quem deve assumir os riscos e consequências, mas isso é invisível no balanço da Cassi, nas vida ceifada, sequeladas e aniquilada de muitos dos trabalhadores do BB.

Isso é injusto, indigno, incorreto, anti ético e imoral.

É justo o Banco tratar dos seus melhores e maiores clientes dessa forma que faz adoecer e serem abandonados?

Lembrando que nossa remuneração é integralmente gasta por meio dos produtos e serviços do BB, que ele não nos conta quanto é esse lucro que construímos.

Quanto o BB ganhou dando o calote nas horas-extras trabalhadas e não pagas até hoje.

Quanto a Cassi perdeu?

Quanto o BB abate da base de cálculo do IR com a Cassi?

O BB é um banco público e o governo federal é o acionista majoritário, será que ele sabe como está sendo tratado os trabalhadores e como estão as conformidades exigidas e não registradas nem na Cassi, nem no BB, isso é verdade?

Salvem a Cassi, reprove o Relatório Anual, pois ele não contabilizou, nem está contabilizada as horas-extras trabalhadas que foram ganhas na justiça do trabalho, sem falar nas que os trabalhadores não questionaram, ou fizeram parte de CCV que o BB não contemplou a Cassi.

Tem outra irregularidade, não existe extrato transparente dos valores que estão sendo cobrados dos associados, com apresentação de divida e sua formalização por parte do associado, título executivo, nem extrato detalhado mensalmente, informando tx de juros, correção monetária, saldo devedor, atualização monetária, conforme determina legislação vigente.

Será que o BB está querendo que a Cassi e os seus funcionários transfiram para outra instituição financeira que não nos considerem apenas um centro de custos?”

Texto de Martha Tramm, bancária do Banco do Brasil, ativista e ex-dirigente sindical

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