O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um marco histórico de luta por direitos, igualdade e justiça social. Neste ano, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região decidiu homenagear as mulheres através de uma ação social, lançando a campanha “Eu me basto!”, reafirmando a força, a autonomia, a liberdade e a voz das mulheres na defesa de seus direitos.
Como parte da iniciativa, cada bancária receberá um batom produzido pelo Instituto Elas, associação sem fins lucrativos que atua no acolhimento integral e humanizado de mulheres e no enfrentamento à violência doméstica. O item também será entregue aos bancários, para que eles presenteiem mulheres importantes em suas vidas.
Mais do que um gesto simbólico, a campanha carrega um importante propósito social: parte da renda arrecadada com a aquisição dos batons será destinada aos projetos do Instituto, fortalecendo ações concretas de combate à violência de gênero e de promoção da equidade.
Batom para uma boca que não se cala
O batom escolhido para a campanha carrega um forte significado político e social. Daniele Camargo, fundadora do Instituto Elas, explica: “O Batom Elas é um manifesto em forma de cor. Cada tonalidade carrega a história de uma mulher que não se calou, que decidiu ocupar seu espaço e escolheu ser protagonista da própria jornada. Ele foi desenvolvido para representar força, liberdade e a voz de mulheres que não se calam.”
Assim, o cosmético deixa de ser apenas um item de beleza para se tornar símbolo de resistência. Em uma sociedade que historicamente tenta silenciar mulheres, dar visibilidade à voz feminina é também um ato político. Nesse sentido, a campanha “Eu me basto!” tem o intuito de homenagear e, sobretudo empoderar, reafirmando o direito das mulheres a ocuparem todos os espaços, como no mercado de trabalho, na política, nos sindicatos e nas universidades, além de defender igualdade salarial, respeito, direito à saúde integral, autonomia sobre o próprio corpo e políticas públicas efetivas de enfrentamento à violência.
Desigualdade no setor bancário
No setor bancário, a desigualdade de gênero e raça ainda é uma realidade estrutural. Em 2025, o setor registrou o fechamento de 5.667 vagas ocupadas por mulheres, enquanto entre os homens a redução foi de 3.243 postos. O recorte racial torna o cenário ainda mais alarmante, já que mulheres negras apresentaram saldo negativo de 907 postos de trabalho.
Além disso, a disparidade salarial no momento da admissão evidencia o abismo entre gênero e raça. Homens brancos ingressam no setor com remuneração média de R$ 9.644. Já uma mulher negra é contratada, em média, com R$ 5.424, uma diferença de 43,7%.
O Sindicato reforça que combater essa realidade é uma ação permanente, que não deve se restringir ao mês de março. A luta pela igualdade não é responsabilidade exclusiva das mulheres. Trata-se de uma transformação coletiva.
Não se cale!
Tenha coragem, não se cale, lute por seus direitos, apoie outras mulheres e viva com liberdade! O Sindicato mantém um canal de denúncias para trabalhadoras que enfrentam irregularidades no ambiente de trabalho, assédio moral, abusos ou intimidações.
- (14) 99868-4934 — Sigilo garantido.
A entidade também oferece atendimento psicológico gratuito às associadas.
- Agendamentos pelo (14) 99868-5897.
Você conhece a campanha Sinal Vermelho?
A campanha Sinal Vermelho, criada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), possibilita que mulheres vítimas de violência peçam ajuda de forma silenciosa, mostrando um “X” na palma da mão (feito com caneta ou batom) em estabelecimentos como farmácias e supermercados.
O Banco do Brasil integra a campanha e, desde 2021, oferece uma solução digital para vítimas de violência doméstica. Basta digitar “x” no WhatsApp BB (61 4004-0001), e o assistente virtual disponibiliza um link direto para registro de denúncia às autoridades. O Sindicato estuda reivindicar que todos os bancos apoiem a campanha.
A entidade reforça, ainda, a necessidade urgente de que bancos públicos e privados aprimorem seus canais internos de acolhimento e denúncia, garantindo mais segurança, sigilo e efetividade no atendimento às funcionárias.


Victória, diretora do Sindicato, mostra batom da campanha

Amanda, diretora do Sindicato

Laura, diretora do Sindicato

Victória, diretora do Sindicato

Maísa, diretora do Sindicato

Mariene, diretora do Sindicato

Ana Paula, diretora do Sindicato

Érica, diretora do Sindicato

