O Mercantil atingiu lucro recorrente recorde de R$ 1,008 bilhão em 2025. O resultado representou aumento de 34% em relação ao ano anterior. Contudo, mesmo com tamanha lucratividade, os funcionários do banco, principais responsáveis pelo alcance desse resultado, receberam a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) com valor muito abaixo do esperado.
Diante da insatisfação dos trabalhadores e da falta de transparência do Mercantil em relação aos critérios de cálculo da PLR, o movimento sindical agendou uma reunião com a direção do banco para a próxima quinta-feira, 12 de março. Na pauta também estão as metas inatingíveis e as regras das campanhas de premiação.
Na tentativa de justificar o pagamento reduzido da PLR, o banco afirmou previamente que desembolsou mais de R$ 1 bilhão à vista à União, após firmar um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar seu passivo fiscal, ou seja, dívidas relacionadas a impostos, taxas e contribuições devidas ao governo. Segundo a instituição, a negociação encerrou 96% dos litígios judiciais e administrativos acumulados ao longo de mais de uma década, regularizando um débito estimado em R$ 2,5 bilhões. Esse pagamento, de acordo com o banco, teria impactado o valor da participação distribuída aos trabalhadores.
Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, essa justificativa não se sustenta. É inaceitável que os trabalhadores arquem, ainda que indiretamente, com o custo de uma dívida fiscal acumulada pela própria instituição. Além disso, o Mercantil conta com cerca de 100 milhões de clientes e R$ 23,7 bilhões em carteira de crédito, indicadores que demonstram ampla capacidade financeira para garantir uma PLR mais justa. Se o lucro é recorde, o reconhecimento aos trabalhadores também deveria ser!

