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Economus reajusta valor do plano de saúde para mais de 40% da renda do titular

10/05/2022

Bancos: Banco do Brasil

Na tarde de ontem, segunda-feira, dia 09 de maio, os usuários do plano de saúde do Novo Feas/Economus foram surpreendidos novamente com um reajuste exorbitante. Agora, o percentual de contribuição por grupo familiar pode chegar a 40,47% da renda do titular. Em alguns casos, o valor vai passar a ser cobrado em dobro e quem pagava R$ 1.200 pode ter que desembolsar R$ 2.400, como piso de contribuição. O valor do teto de contribuição, que hoje é de R$ 4.200, não foi alterado.

A medida foi tomada por meio do voto de minerva do conselho deliberativo, já que os três conselheiros eleitos se posicionaram contra o reajuste.

A avaliação do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região é que o novo aumento é uma resposta ao fracasso do Economus Futuro, já que muitos usuários estão preferindo migrar para operadoras privadas, e para a justiça, que impediu por meio de liminar, que o BB/Economus extinguisse o Novo Feas.

Desta forma, o aumento estratosférico pode ser lido como um golpe fatal para inviabilizar que os usuários arquem com as despesas do plano de saúde e, assim, todos se desliguem dele. Uma forma indireta de acabar com o direito dos trabalhadores oriundos do Banco Nossa Caixa, comprado pelo BB.

De acordo com a leitura de representantes da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco Nossa Caixa (AFACEESP), as alegações do Economus para o novo reajuste só confirmam a necessidade do BB contribuir financeiramente para que o plano de saúde seja minimamente viável.

É importante pontuar que, o atual superintendente do Economus não cumpriu com sua promessa de debater com os movimentos sindicais e solucionar o problema. O Banco do Brasil também se absteve de participar de qualquer tentativa de solução até o momento.

Diante deste cenário, o Sindicato já prepara pedido de liminar, em duas ações coletivas existentes, para que o reajuste abusivo seja barrado. O departamento jurídico da entidade ainda estuda a viabilidade legal do comprometimento de mais de 40% da renda dos aposentados apenas para as despesas com plano de saúde.

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