A agência da Caixa Econômica Federal de Avaré, que desde dezembro já convive com infiltrações e goteiras, ultrapassou qualquer limite de descaso. Ela passou a oferecer a trabalhadores e clientes uma verdadeira experiência imersiva de esgoto. A unidade foi tomada por uma infestação de ratos, elevando o caos a um novo patamar e eliminando qualquer resquício de condições dignas de trabalho e atendimento.
Com o teto comprometido por conta das chuvas, o cenário beirou o inacreditável. Ratos chegaram a cair do forro diretamente sobre os funcionários durante o expediente e fezes foram encontradas sobre mesas de atendimento e até mesmo em recipientes da cozinha, como o pote de açúcar do café.
Após sucessivas denúncias, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, que já acompanhava e intervia no problema das infiltrações, cobrou da Caixa o fechamento imediato da agência até a completa desinfestação do local. A entidade rechaçou o completo desrespeito do banco ao manter o funcionamento de uma unidade nessas condições, expondo funcionários e clientes a um ambiente insalubre, com riscos concretos à saúde.
Ratos são vetores de várias doenças, principalmente a leptospirose. Causada por bactéria presente na urina desses animais, podendo contaminar água, superfícies e até objetos.
CEF Falcão
Na agência da Falcão, em Bauru, o cenário de abandono também é uma realidade. Sem manutenção, a unidade apresenta goteiras sobre mesas de atendimento, na área interna, no setor de autoatendimento e até na porta giratória.
O telhado está completamente comprometido. Durante uma chuva no mês de março formou-se uma verdadeira “cachoeira” dentro da unidade. No dia em que o Sindicato esteve no local, engenheiros acompanhavam a situação, o que evidencia que a Caixa tem pleno conhecimento da gravidade, mas, até agora, pouco fez para resolver o problema de forma definitiva.
Além do evidente prejuízo às condições de trabalho, com trabalhadores obrigados a exercer suas funções desviando de goteiras e em ambiente precário, e do atendimento oferecido de forma igualmente inadequada à população, a situação ainda representa risco de acidentes e quedas, devido à água espalhada pelo chão.
O problema vai além. A presença constante de umidade e mofo agrava os riscos à saúde, podendo desencadear ou intensificar doenças respiratórias entre os trabalhadores. Soma-se a isso o fato de que as agências não contam com ventilação natural, dependendo exclusivamente de ar-condicionado, o que contribui para a piora das condições ambientais.
Norma Regulamentadora
O Sindicato reforça que é dever da Caixa garantir manutenção preventiva e contínua em todas as suas unidades, e não agir apenas de forma emergencial, quando os problemas já se agravaram e colocam em risco trabalhadores e clientes.
A NR 17, embora tenha foco em ergonomia, exige que o ambiente de trabalho seja seguro e saudável, incluindo condições ambientais adequadas. Além disso, a NR 9 determina a identificação e correção de riscos ambientais, como umidade e mofo, e a NR 7 garante o acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores expostos a essas condições.
Caso a Caixa continue omissa, o Sindicato não hesitará em levar o caso à Justiça, cobrando providências imediatas e responsabilização da instituição pelos riscos à saúde e segurança de seus trabalhadores e clientes. A manutenção preventiva e a infraestrutura adequada são, sobretudo, uma questão de respeito para todos que frequentam as agências.
Youtube
Fred, bancário da Caixa e diretor do Sindicato, comenta em vídeo no canal do YouTube sobre a situação de abandono e o estado vergonhoso das agências da Falcão e de Avaré. Assista aqui!

CEF Falcão

CEF Falcão

CEF Avaré

